quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Diários de Guerra - Parte 2

MAEGOG


As feições brutas de Maegog apenas disfarçavam sua real personalidade. Dotado de uma inteligência acima da média para os seres de sua raça, aquele Meio-Orc tinha como primazia de suas habilidades um potencial mágico fruto de uma linhagem sanguínea de dragões cromáticos.

Maegog nasceu em Wan Palace, a outrora cidade sagrada dos elfos e agora, capital do Senado humano. Vindouro do obscuro mundo de Ethora, um lugar antigo e com cicatrizes muito profundas criadas pela infinita ambição humana, que além de conseguir derrotar o Rei Soberano dos Dragões e submeter, com a ajuda dos orcs, os orgulhosos elfos, roubando sua cidade sagrada, conseguiram expulsar os próprios deuses.
Ninguém sabe como, ou quando aconteceu, mas os deuses abandonaram Ethora, deixando-a à mercê dos humanos. Em Linkin Valley, reside o rei humano, no momento, uma rainha, conhecida como a "Donzela de Ferro".
A história de Maegog começa a cerca de 16 anos no passado. Seu pai, Kaliss, um general orc, do exército aliado, foi enviado para esmagar uma pequena resistência ao norte, no reino de Moir.
Kaliss, apesar de ter herdado toda a selvageria orc, havia por muitos anos convivido com generais humanos, e refinou suas técnicas de combate e estratégia militar.
Aconteceu, que chegando a Moir, logo ficou sabendo que na liderança da resistência estava uma das famílias mais antigas do reino, os Têryans, descendentes dos antigos reis dragões.
O cerco a Aurora, vila fortificada dos Têryans, durou 1 ano, temendo ser ridicularizado entre os humanos, Kaliss desafiou o chefe dos Têryans para um duelo, para sua surpresa, uma mulher seria sua adversária, Elana, herdeira dos dragões, apesar de ser uma excelente combatente e de possuir poderes mágicos, Elana não era páreo para Kaliss, que facilmente a derrotou e encerrou o conflito. Os sobreviventes foram levados a julgamento em Wan Palace e foram executados, todos inclusive a valente Elana, que antes de padecer, deu à luz a um meio-orc, filho de seu captor.
Maegog foi abandonado por seu pai Kaliss, que nunca o considerou um filho, e vagou por Ethora em busca de uma razão de ser enquanto descobria em sua herança as habilidades arcanas que o fizeram o feiticeiro que hoje ele é.

Agora a Luz do terceiro meio dia Maegog decidia por todos nas celas.

- Já não desejamos estar aqui.

Eles haviam passados dias absorvendo os conhecimentos que o velho Brumeriano passava a respeito daquele novo mundo. Já puderam perceber que da mesma forma os Brumerianos tinham interesse em aprender tudo sobre eles e o lugar de onde haviam vindo e apenas Maegog havia permanecido em silêncio até aquele momento.

Sua história era apenas sua, sua dor ele não compartilha com ninguém.

Eles não seriam mais prisioneiros, nas palavras do velho: "Vocês estão livres para ir"

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Diários de Guerra - Parte 1

BEOWULF


O anão de barba ruiva tintilava com a caneca de metal nas grades de sua cela, ele tinha fome e a fome para ele era uma necessidade tão crucial quanto à de foder, prazer esse que ele não saciava a mais de uma semana desde que havia aparecido misteriosamente em uma praça nebulosa. Desde então ele tem vivido como um refém de luxo do reino de Brum.

O velho Brumeriano vinha todas as tardes no mesmo horário, sempre acompanhando de forma inteligente o momento de refeição dos prisioneiros, pois era o mais propício para que eles se interessassem por suas histórias. Beowulf a seu ver parecia sempre o mais desinteressado dos sete, mas a verdade é que sempre fora muito curioso e aprendeu desde cedo à importância de ouvir mais, falar menos e não se deixar perceber pelos seus defeitos. Beowulf então observava a tudo e a todos, mas sempre se fazia parecer o mais apático.

Cada detalhe dos Brumerianos ficava gravado em suas memórias, as peculiaridades de cada um. As histórias do velho sobre a origem de sua própria raça também ajudavam a tentar entender que povo estranho era esse.

Os Brumerianos eram em sua maioria muito idênticos aos Elfos em beleza e graça, porém com uma diferença tão crucial quanto a que os diferem dos Drow. Brumerianos são albinos. Se voltasse para seu mundo Beowulf com certeza iria ter muito que contar, mas se fosse resumir a imagem dos Brumerianos a poucas palavras ele diria que “Brumerianos são tão belos quanto os Elfos, com a bravura dos Humanos e a força dos Orcs. Resumindo eles possuem o melhor da cada raça, assim como nós os Anões”.

Esse era o lema de Beowulf.

Não importa os quão bons eles podem ser, nós somos melhores.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Diários de Guerra - Prólogo

DRAVEN


Draven acordou sozinho com o rosto colado no chão úmido de seu aposento prisional, era noite e pela janela da cela ele podia ver no céu daquele estranho mundo suas três luas refletindo um até então desconhecido sol em seu rosto.

No mundo de Draven ele sabia que a Lua não tinha luz própria, a Lenda que sua mãe lhe havia contado quando criança era de que seu povo veio do Céu e que o primeiro de sua linhagem conhecia o segredo das estrelas, Draven sempre fora fascinado por elas e sabia que a Lua não se encaixava nesse quesito. Quando aprendeu a voar não via a hora de ser forte o suficiente para alcançar as estrelas. Para Draven o céu não era o limite, era só o início.

Sua Raça, os Avianos, tinha uma aparência quase humana, porém com uma habilidade até então desejada por muitos, a capacidade de voar. Avianos jovens possuem penas onde deveriam estar os cabelos, sua penugem desce até a base das costas e são interligadas com seus braços formando suas asas. Eles são criaturas tão graciosas quanto elfos e em alguns casos, devido a sua forma de vida tribal, tão ignorantes quanto os orcs. Draven pelo menos não era ignorante, na maior parte do tempo tentava não se deixar levar pelos defeitos prepostos de sua raça como os outros de sua tribo e por isso costumava se destacar entre eles.


Agora, porém Draven não tinha com o que se destacar. Todos os outros que estavam ali com ele compartilhavam da mesma situação, aprisionados em um lugar comum por um povo incomum a todos. Os Sete prisioneiros se entreolhavam desconfiados, estavam ali fazia dias e até agora não sabiam o porquê e nem mesmo como haviam feito para chegarem ali. Draven tinha apenas uma única certeza, ao contemplar o céu ele sabia que não estava em seu mundo.


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CONTOS - DIÁRIOS DE GUERRA

sábado, 1 de junho de 2013

Entrevista com Fábio Abreu, Jovem Escritor e Produtor Literário

Fábio Abreu escreve desde 1994, quando começou a trabalhar em roteiros de revistas em quadrinhos japoneses, os famosos mangás. Por mais de 6 anos ele foi fanzineiro e quadrinista do estilo. A sede por mais e mais o levou a empregar seu talento na criação de diversas histórias com tramas ainda mais complexas e minuciosamente elaboradas, foi quando ele começou seu primeiro livro e, daí para frente não parou. Sua vontade o fez elevar seu talento criativo e despontar entre um grupo seleto de jovens escritores.

Amante de música e cinema se voltou para literatura fantástica, estilo este que nunca mais abandonou. Integrante do Grupo Literário Ases da Literatura, sua publicação de estréia foi o conto SOLLARIA na antologia O ÚLTIMO DIA ANTES DO FIM DO MUNDO pela Editora NOVO SÉCULO.

Algumas Perguntas para Fábio



Fórum MSM: Fábio, o que te inspira a escrever?

Fábio Abreu: Tenho plena convicção de que o que faço vem de Deus. Não saberia explicar como consigo extrair das pessoas lágrimas e emoções intensas ao ler meus trabalhos que não desta forma - Deus.


Fórum MSM: Quando e como surgiu a ideia de escrever Occärd – A Princesa e o Guardião? Fale-nos um pouco sobre o seu livro.

Fábio Abreu: Tenho outros trabalhos iniciados, mas preferi pausá-los e me voltar para este – Occärd – pois vai ao encontro do que gosto de fazer, fantasia épica. E também pelo fato de ser uma história fechada, sem a necessidade de uma continuação. Apesar de que existirão ganchos para isso, que não sei se vou ou não utilizar, algo a ser visto no futuro. Trata-se de uma fantasia que envolve dois itens que muito me fascinam, magia e dragões. Sei que é um assunto muito explorado, mas sempre digo que não é a história que você conta, e sim como você conta sua história que faz a diferença.


Fórum MSM: Conte-nos um pouco de Occärd e seus personagens? E de onde tirou esse nome?

Fábio Abreu: Então, Occärd é um nome conhecido de todos. Contudo, escrito de forma não convencional. Se inverter a leitura você terá a seguinte palavra Dräcco = Draco, ou seja, dragão em latim. Gosto muito de brincar com os nomes e anagramas que podem ser feitos com eles. Tenho isso como marca registrada em praticamente todos os meus trabalhos. Principalmente os de fantasia, pois escrevo romances também. A história de Occärd gira em torno de Áksa, uma jovem nativa de uma tribo distante dos reinos dos homens que se vê como líder de um povo inteiro aos dezesseis anos quando seu pai falece. Impulsionada pelo seu dever e honra, ela assume todas as responsabilidades que lhe cabiam, inclusive um enlace, antes arquitetado pelo seu falecido pai. E em meio a essa confusão, ela é desafiada a provar sua honra num desafio que não era exigido a ninguém daquele povo há séculos e parte numa jornada sozinha, em busca do último dragão vivo. E aí começam as aventuras dela numa jornada que será de descobertas e autodescoberta.

Fórum MSM: Eu sei que você ama os elfos. Quando surgiu esse amor na sua vida?

Fábio Abreu: Nossa! Eu não sei ao certo, mas te digo que este meu afeto inestimável pelos elfos cresceu depois de ler o Ciclo da Herança, principalmente ERAGON do Christopher Paolini. Eles são criaturas únicas, misteriosas, que beiram a perfeição. Sou suspeito para falar de elfos. Gosto demais!



Fórum MSM: Vamos falar um pouco do escritor, ok? Existem autores que dizem que começam a escrever e não sabem o que acontecerá no final da história. Como é no seu caso?

Fábio Abreu: Bom, eu sempre tenho a ideia central e logo quero um título. Isto é como estabelecer um “norte” para minha criação. Sempre desenvolvo a trama principal e, na sequência, o que virá para complementá-la, mas dificilmente consigo ter a visão exata do que virá num capítulo ou na história em si. Sempre me permito mudar fatos e acrescentar outros para enriquecer o contexto.

Fórum MSM: Qual será o seu próximo livro?

Fábio Abreu: Livro solo, com certeza será Occärd – A Princesa e o Guardião. E tenho em mente conseguir publicar em breve o conto TEU SILÊNCIO, MINHA RESPOSTA e dar continuidade a ele com o romance O ANJO DE CRETA. Esse conto tem arrebatado corações e pretendo investir num romance com fundo sobrenatural para desenrolar está trama que tem muito potencial.

Fórum MSM: Em que você se inspira para escrever a história, criar personagens e construir as tramas? Você se inspira em pessoas reais ou simplesmente vem da criatividade?

Fábio Abreu: Depende da trama criada e que tipo de história estou escrevendo. Se for algo de cunho fantástico, sigo minha inspiração. Difícil hoje é conseguir ser 100% original no que se cria. Pois lemos tantas histórias maravilhosas que acabamos por ser influenciados de alguma forma, querendo ou não. O importante é saber até que ponto é sua voz ou a voz de um “influenciador” que dita o que você escreve. No mais, Deus é minha inspiração. Sempre!

Fórum MSM: Que mensagem você quer passar para os seus leitores ?

Fábio Abreu: Na grande maioria, eu tento passar a mesma mensagem. O valor de uma das mais preciosas virtudes do homem: a amizade verdadeira. Eu ainda acredito que nas pessoas você consiga encontrar virtudes puras como essas e ter apoio e companheirismo para o resto da vida.

Fórum MSM: Além da arte de escrever, você possui algum outro talento artístico que te acompanha na sua vida?

Fábio Abreu: Rs Bom! Eu cantei 6 anos em coral, hoje só canto no chuveiro. Já desenhei mangá por muitos anos também, mas não o faço mais. Meu maior talento e talvez o único que acredito ser inspirado por Deus para que faça a diferença e alcance os corações é a escrita. Eu amo o que faço.

Fórum MSM: Qual a importância que o curso de estruturação de romance, ministrado pela autora Lycia Barros, teve em seu desenvolvimento como escritor?

Fábio Abreu: Nossa! Eu fiz o curso num daqueles momentos que você tenta ver a luz no fim do túnel e só vê incerteza. O módulo que eu fiz teve participação de duas outras profissionais maravilhosas: Eliane Raye e Janaina Vieira. A Lycia é fantástica e se tornou minha tutora literária. Sempre me aconselha e se tornou uma grande amiga. Superindico o curso da Fábrica de Autores ministrado por ela.

Fórum MSM: A antologia, intitulada O Último Dia Antes do Fim do Mundo, conta com o número de vinte novos escritores e foi organizada pela romancista carioca Lycia Barros. Como foi fazer parte desse seleto grupo?

Fábio Abreu: Um sonho. Um sonho realizado. Publicar meu primeiro livro foi fantástico e uma experiência que vou guardar com muito carinho para o resto da vida. Conheci pessoas fantásticas que nunca mais deixarei. E esta publicação não poderia ter vindo em momento mais oportuno. Fiz parcerias e conheci talentos que hoje são indispensáveis para minha formação como autor, entre eles as escritoras Glau Tambra e Maud Epascolato, dentre outros.

Fórum MSM: Fale um pouco sobre o seu conto na antologia "O Último Dia Antes do Fim do Mundo". Quais eram as suas expectativas e quais foram as críticas que você recebeu depois de publicado?

Fábio Abreu: Sollaria, também conhecido como o “bebê-monstro”. Rs – Sollaria foi algo mágico e inexplicável. Eu já tinha uma sinopse de um livro com esse título. Quando recebi o convite da Lycia, logo me veio à mente usar esse argumento para a criação. Contudo, teria de fazer uma compactação forte para reduzir um livro inteiro num conto. Tive problemas com o tamanho do conto. Lembro bem que sentei para escrevê-lo no dia 7 de setembro, eram 8:30h da manhã, e só terminei as 14 páginas restantes (das 17 que o conto teve ao todo quando concluído) às 22h, exausto e chorando. Foi um desafio, pois o prazo estava muito curto. Quando terminei de escrever, descobri que, por uma questão já discutida, o tamanho oficial seria de no máximo 10 páginas (A4). Meu mundo desabou, e é horrível dizer isso, mas pedi para sair do projeto. Meus amigos no projeto pediram o conto para ler e disponibilizei. A cada novo depoimento, eu me enchia de um misto de desespero, por ter que diminuir tantas páginas do trabalho, e contentamento, por estar alcançando tantas pessoas com minha história. No fim, o autor Robson Gundim se reuniu com mais oito autores e depois de uma conversa com nossa organizadora, ela decidiu não só não diminuir o número de páginas, mas dividir o conto em duas partes. Fiquei extremamente emocionado e tenso com a responsabilidade, meu conto abriria e encerraria a antologia. E de fato foi - Sollaria Alpha e Ômega.

Fórum MSM: Como escritor o que mais te deixa feliz?

Fábio Abreu: Saber que o que escrevo alcança os corações. Que faz a diferença naquele momento e que, com isso, passo um pouco de esperança e luz para quem lê minhas histórias. Posso citar um exemplo: uma amiga leu o conto TEU SILÊNCIO, MINHA RESPOSTA e havia terminado um noivado de 3 anos na semana anterior. Ela chorou ao término da leitura e, inspirada na história, decidiu procurar o ex-noivo e tentar uma segunda chance para eles. Isso para mim, como autor, foi fantástico.

Fórum MSM: Como você analisa a literatura brasileira contemporânea e como isso está refletindo no mundo?

Fábio Abreu: Estamos na melhor fase da literatura para os brasileiros, em minha opinião. Com o Facebook e outras “armas de marketing” em massa, podemos alcançar qualquer um, em qualquer canto do planeta que possua internet. Fazer-se conhecido e mostrar seu trabalho é primordial para o sucesso de quem está chegando agora no mercado. Não é à toa que nomes como Sphor, Draccon e Vianco já tem reconhecimento internacional. Muito feliz com isso, vamos ganhar o mundo!

Fórum MSM: Em sua opinião, quais os melhores escritores brasileiros que surgiram na última década?

Fábio Abreu: Já citei alguns acima, mas existem outros que merecem ser citados. Não vou citar os clássicos, acho que nem precisa. Mas quero destacar nomes como Lilian Reis, Kiko Riaze, Renata Ventura, Lycia Barros, Eliane Raye, Bento de Luca entre outros. E quero dispor deste espaço para citar nomes que ainda terão seu momento sob os holofotes e merecem essa honra, pois são talentos inestimáveis: Glau Tambra, Maud Epascolato, M. J. Atalaia, Robson Gundim, Lucas Odersvänk, Marcelo Maropo, Cristiane Broca, Adriana Ramiro, Pâmela Filipini e outros.

Fórum MSM: Quais são os seus livros e escritores favoritos? E o gênero literário favorito?

Fábio Abreu: Bem, eu amo e escrevo (preferencialmente) literatura fantástica, fantasia é minha veia. Tenho os três lordes que já citei acima, Sphor, Vianco e Draccon, como referências nacionais. Contudo, aqueles que mudaram minha existência como autor serão sempre eternos: Tolkien, Lewis, Rowling, Riordan e Martin. No entanto, tem um autor (que já citei acima também) por quem tenho um apreço inestimável: Mr. Christopher Paolini. Quer arrumar encrenca? Fale mal desse cara perto de mim. rs

Fórum MSM: Qual livro você está lendo no momento? Fale-nos um pouco sobre ele e o que te chamou a atenção nessa leitura.

Fábio Abreu: Estou lendo dois livros simultâneos. Sim, eu faço isso. Rs. EM CHAMAS, da Suzanne Collins. Já havia lido o primeiro da trilogia e gostei, desvendar Katniss – a garota em chamas mais fria que já vi – é um paradoxo estimulante. Rs. E estou lendo LONGE DOS OLHOS, um romance do Alex Andrade, autor que conheci num evento aqui no Rio de Janeiro. Trata-se de um romance homoafetivo, já havia lido outro na mesma linha e, como conheci o autor, comprei o livro e está sendo bem agradável a leitura.

Fórum MSM: Quais suas principais influências literárias?

Fábio Abreu: Citar nomes seria chover no molhado. Mas posso dizer que tenho visto alguns autores nacionais que galam seu espaço dia a dia e isso me inspira. Minha influência como autor vem de grandes épicos da literatura internacional, mas os autores nacionais que se lançam com maestria nesta linha literária tem arrebatado meu coração. Viva a fantasia!

Fórum MSM: Qual a sua visão sobre a crescente em que se encontra os gêneros de fantasia, ficção e etc. no Brasil?

Fábio Abreu: Excelente! Melhor impossível! Sinal de que o brasileiro tem perdido um pouco do preconceito em relação ao que é feito aqui, as obras tipicamente “tupiniquins”. Espero que esse movimento cresça e se torne algo volumoso ao ponto de não ser mais ignorado por nenhum leitor que se interesse por fantasia. E que suas estantes sejam repletas – não apenas – de livros com assinaturas internacionais.

Fórum MSM: Você mencionou que o ASES DA LITERATURA lhe rendeu boas parcerias. Pode nos falar mais? Existe algum projeto do grupo?

Fábio Abreu: Sim e não! Rs. Logo após o lançamento do livro O ÚLTIMO DIA ANTES DO FIM DO MUNDO, eu tive uma ideia para um projeto, que está em pleno vapor neste momento. O nome do projeto é “Conto dos 7”. Consiste num projeto-livro em que sete escritores trabalham cada um num conto sempre com temas voltados para o número 7 e sua mística. A primeira antologia, com o tema OS SETE PECADOS CAPITAIS, está para ser concluída com trabalhos que vão surpreender pela qualidade e criatividade. Agradeço a Deus a oportunidade de trabalhar com pessoas tão dedicadas e talentosas. Fica aqui o meu respeito pelos escritores que acreditaram no meu projeto e o abraçaram junto comigo: Maud Epascolato, Glau Tambra, Lu Franzin, Marcelo Maropo, Lucas Odersvänk e Moisés Suhet. Vocês são incríveis!

Fórum MSM: Nota-se como você tem projetos e trabalhos em andamento. Como consegue coordenar seu tempo para atender a tantas demandas.

Fábio Abreu: Ainda coordeno, com a ajuda incondicional de Renan Santos, Karoline Neves e Patrique Mamedes, o projeto de um livro chamado O DIÁRIO DE UM ESCRITOR. E posso definir a resposta para esta pergunta em apenas uma palavra: AMOR.

JOGO RÁPIDO

Um livro: ERAGON
Uma pessoa: MINHA MÃE
Um desejo: ALCANÇAR MUITOS CORAÇÕES COM MINHAS HISTÓRIAS
Uma música: CONQUISTA DO IMPOSSÍVEL (ALINE BARROS)
Uma comida: PIZZA =P
Uma bebida: SUCO DE MAÇÃ COM SOJA
Uma inspiração: DEUS
Uma frase: O VERDADEIRO DOM DE UM ESCRITOR NÃO É O DE ESCREVER BELAS HISTÓRIAS, MAS SIM ALCANÇAR OS CORAÇÕES COM SUAS PALAVRAS.
Felicidade: CONCLUIR UM NOVO TRABALHO, E SABER QUE TIVE ÊXITO!

Por fim, pode deixar uma mensagem ou uma dica para os futuros escritores...

Amados, o maior obstáculo que pode existir está dentro de nós mesmos: o medo de tentar, transpor e ir além. Nunca deixe que ninguém diga que você não pode algo. O sonho do homem é o que alimenta sua alma. Persista, prossiga e nos conte sua vitória depois! =)
Obrigado pelo carinho!

Vargas, obrigado pelo espaço e pela consideração, querido! Sucesso!

Eu é quem tenho que agradecer por fazer parte desse projeto lindo, tenho uma fé inabalável em acreditar que vamos conseguir alcançar nossos objetivos. Também desejo a você todo Sucesso!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Resenha - O Guardião (Nicholas Sparks)


Eu não tenho o costume de fazer resenhas de livros de romance, porém quando procurei me atualizar com os livros mais lidos atualmente eu me impressionei ao saber que esse é o maior sucesso de venda de Nicholas Sparks no brasil neste mês de Maio.

O Guardião (The Guardian) foi publicado em 2003 e apenas 10 anos depois está fazendo todo esse sucesso, mas a verdade por de trás de O Guardião é que na verdade ele já foi publicado no Brasil em 2003 com o nome de Laços que Perduram. Na época o livro não teve grande aceitação do publico mas, de lá para 2013 o nome de Nicholas Sparks teve um impulso ainda maior devido as adaptação ao cinema de um de seus livros.

Querido John foi lançado em 2007 e recebeu uma adaptação ao cinema 3 anos depois estrelado por Channing Tatum e Amanda Seyfried. O filme foi um grande sucesso e o livro é um dos mais vendido de Nicholas até então. O que muitos não sabem é que ainda antes de 2003 Nicholas Sparks teve outros dois romances adaptados para o cinema e que na minha humilde opinião foram melhores filmes que o sucesso de bilheteria Querido John. Esses filmes foram "Uma carta de amor" estrelado por ninguem menos que Kevin Costner e "Um Amor para Recordar" que se tornou um dos mais belos romances da história do cinema, comparado apenas a "Amor Sem Fim" (Endless Love) de 1981.


Sem  mais delongas, falemos sobre O Guardião.




Sinopse

Quarenta dias após a morte de seu marido, Julie Barenson recebe uma encomenda deixada por ele. Dentro da caixa, encontra um filhote de cachorro dinamarquês e um bilhete no qual Jim promete que sempre cuidará dela.

Quatro anos mais tarde, Julie já não pode depender apenas da companhia do fiel Singer, o filhotinho que se tornou um cachorro enorme e estabanado.

Depois de tanto sofrimento, ela enfim está pronta para voltar a amar, mas seus primeiros encontros não são nada promissores. Até que surge Richard Franklin, um belo e sofisticado engenheiro que a trata como uma rainha.

Julie está animada como havia muito tempo não se sentia, mas, por alguma razão, não consegue compartilhar isso com Mike Harris, seu melhor amigo. Ele, por sua vez, é incapaz de esconder o ciúme que sente dela.

Quando percebe que seu desconforto diante de Mike é causado por um sentimento mais forte que amizade, Julie se vê dividida entre esses dois homens. Ela tem que tomar uma decisão. Só não pode imaginar que, em vez de lhe trazer felicidade, essa escolha colocará sua vida em perigo.

O guardião contém tudo o que os leitores esperam de um romance de Nicholas Sparks, mas desta vez ele se reinventa e acrescenta um novo ingrediente à trama: páginas e mais páginas de muito suspense.


Sobre o Livro

Esse poderia ser mais um livro do Nicholas Sparks, mas não é. Eu não sou o maior fã do autor mas sei que ele tem quedas por livros com finais trágicos ou matar seus personagens, porém com "O Guardião" ele deu um toque diferente e que nos envolve demais na trama: o suspense/thriller, que é o ingrediente que me fascina demais nos livros.

O começo da história mostra a vida difícil que Julie teve, principalmente depois da morte de seu marido, Jim. Ele deixa encomendado um filhote de cachorro para ela e que só é entregue depois de sua morte, tornando Singer seu maior companheiro. Singer é um cão especial, já que ele é seu protetor e amigo.

Depois de alguns anos após a morte de Jim, Julie com então 29 anos começa a voltar a ter encontros amorosos novamente, mas nenhum lhe chamou a atenção em especial até que aparece Richard, um engenheiro lindo, charmoso e que a trata super bem. Julie sai algumas vezes com Richard e até sente uma afinidade porque tiveram uma vida parecida, mas isso é o que ela pensa.

Porém, Mike, o melhor amigo de Jim com 34 anos, é apaixonado por ela já a algum tempo e ela começa a se sentir atraída por ele porque Mike esteve do seu lado e a apoiou sempre que precisou. Mike é um fofo, tímido e que demora muito tempo para se declarar. As cenas entre eles são super lindas e eles vão descobrir que a amizade entre ambos se transformou em amor e viverão felizes para sempre, será? rs

Não é tão fácil assim porque Richard é um psicopata!!!!!!! Ele começa a perseguir Julie em todos os locais e ela fica apavorada (até eu ficaria, em muitos momentos do livro eu fiquei com o coração na mão). Ele não se conforma que Julie o rejeitou e a quer de qualquer jeito, não importando as consequências.

O autor caprichou no thriller, me surpreendeu muito. No decorrer da história entra em ação a policial Jennifer que fará toda a diferença na investigação porque até então a polícia não tinha feito nada para ajudá-los. O Richard é um louco e depois vamos descobrindo mais sobre o seu passado e as coisas que ele já foi capaz de fazer, o que dá razão ao ditado: as aparências enganam.

O livro é narrado em terceira pessoa e flui super bem. Do meio para o fim do livro é dificil parar de ler porque se torna bem envolvente e intenso. A trama é super bem bolada e as cenas finais são de tirar o fôlego como um bom thriller deve ser. Fiquei impressionado com esse lado do Nicholas, pois senti diferentes emoções em um único livro. Tomara que ele continue escrevendo mais livros nesse estilo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Os rituais diários de grandes escritores

O que os hábitos e manias de autores de sucesso nos ensinam sobre produtividade

Uma das fórmulas mais eficientes para se tornar improdutivo é passar o dia lendo sobre produtividade. A internet e as prateleiras de autoajuda estão cheias de textos que querem nos ensinar a trabalhar melhor. Seus conselhos muitas vezes se contradizem. Compará-los é uma tarefa para várias tardes ociosas, que poderiam ser aproveitadas de outras formas — trabalhando, por exemplo. Além de nos transformar em crianças que apontam todos os lápis impecavelmente em vez de fazer a lição de casa, esses métodos infalíveis têm procedência duvidosa. Os gurus da produtividade fazem pouco. Costumam se dedicar exclusivamente a divulgar suas técnicas e a fazer fortunas com elas, em vez de usar os tais hábitos extraordinários de trabalho para construir algo admirável. Não é, convenhamos, uma existência muito produtiva.

Talvez por duvidar dos mercadores da produtividade, o escritor americano Mason Currey buscou inspiração noutro tipo de guru. Obcecado pela rotina diária de grandes artistas, ele decidiu reunir informações sobre seus métodos de trabalho. O resultado da pesquisa está no livro Daily rituals (Knopf, 304 páginas), recém-lançado nos Estados Unidos. "Quase todos os dias da semana, por um ano e meio, eu acordei às 5h30 da manhã, escovei os dentes, tomei uma xícara de café e me sentei para escrever sobre como as mentes mais brilhantes dos últimos quatro séculos se dedicavam a essa mesma tarefa — encontrar tempo para fazer seu melhor trabalho e organizar seus horários para trabalhar de forma produtiva e criativa." O resultado é um simpático almanaque biográfico, com detalhes mundanos sobre 161 mentes geniais, e um guia de produtividade capaz de consumir alguns dias de preguiça.

Ao contrário dos gurus marqueteiros, os escritores estudados por Currey têm em suas obras argumentos irrefutáveis para provar que seus métodos de trabalho funcionam. Gostamos de imaginar autores geniais numa realidade paralela, em que a imensidão do talento faz a obra brotar pronta. A realidade é menos mágica e, por isso, mais impressionante. Em algum momento do dia, entre afazeres domésticos e problemas do cotidiano, o escritor russo Liev Tolstói (1828-1910) reservou um tempo longe de sua mulher e de seus filhos para começar a escrever Guerra e paz. Depois, teve de criar uma rotina diária para conseguir completar a obra. Seu grande triunfo literário não existiria sem a vitória modesta sobre as distrações do cotidiano. Os hábitos dele e de outros escritores podem servir como inspiração para uma vida mais grandiosa. Ou ao menos como um argumento para manter a concentração no trabalho, em vez de clicar no próximo artigo de autoajuda.

Encontre uma posição confortável e permaneça nela 

Entre as qualidades importantes para um aspirante a escritor, o autor americano Philip Roth se deteve num talento prosaico. “Uma habilidade que todo escritor precisa ter é a capacidade de sentar quieto, nessa profissão profundamente monótona”, disse ele, numa entrevista em 1987. Roth subestimou seus colegas. Mesmo autores incapazes de parar sentados por um minuto conseguiram produzir grandes obras ao longo de suas carreiras, cada um na sua postura favorita. Alguns sequer se davam ao trabalho de levantar. O escritor francês Marcel Proust (1871-1922) escreveu Em busca do tempo perdido deitado na cama, com a cabeça apoiada em dois travesseiros. Décadas depois, o jornalista americano Truman Capote (1924-1984) também escreveu seus livros na horizontal, esticado na cama ou no sofá, com um cigarro numa das mãos e um café (ou um martíni) ao lado.

Outros preferiam escrever em pé. O americano Ernest Hemingway é o mais célebre, mas não o único. O romancista Thomas Wolfe (1900-1938), de dois metros de altura, criou o hábito de escrever em pé, usando o topo de um refrigerador como apoio. Outro caso folclórico é o do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard (1813-1855), que dividia seu tempo entre a mesa de trabalho e as caminhadas nas ruas de Copenhague. Quando uma ideia importante surgia no meio de um passeio, ele voltava correndo para casa e escrevia em pé, debruçado sobre a mesa, sem ao menos tirar o chapéu ou largar o guarda-chuva.

Defenda seu santuário — se precisar de um

Alguns escritores são mais vulneráveis às distrações do cotidiano do que outros. O alemão Thomas Mann (1875-1955) não encontrava sossego para escrever seus romances se não proibisse sua mulher e seus seis filhos de entrar no escritório. O inglês Charles Dickens (1812-1870), apesar de muito produtivo, só conseguia trabalhar em silêncio absoluto, numa mesa cuidadosamente decorada e de frente para uma janela. O americano Jonathan Franzen, além do barulho, teve de aprender a enfrentar as distrações da modernidade. Seu primeiro grande romance, As correções, foi escrito num quarto escuro, com fones de ouvido para isolar o barulho e um computador sem acesso à internet.
Um bom exemplo de concentração inabalável é a inglesa Jane Austen (1775-1817), que morava com a mãe, a irmã, uma amiga e três criadas numa casa que recebia visitas constantes. As interrupções não a impediram de escrever romances como Orgulho e preconceito em pequenos pedaços de papel, que ela escondia para dar atenção aos convidados. Outro caso que merece atenção é o americano Joseph Heller (1923-1999), que escrevia na mesa da cozinha enquanto sua mulher assistia à televisão. Ele demorou oito anos, mas conseguiu terminar seu romance mais famoso, Catch-22.

Renda-se às suas manias 

Para despertar sua criatividade, não é raro que autores recorram a hábitos excêntricos. Thomas Wolfe, o mesmo que escrevia de pé apoiado no refrigerador, gosta de ficar nu para despertar sua energia masculina (tente não imaginar a cena). Outro exemplo insólito é o do poeta alemão Friedrich Schiller (1759-1805), que guardava maçãs velhas em sua gaveta e usava o cheiro podre como estímulo para a escrita. A escritora de suspense Patricia Highsmith (1921-1995) tinha um costume mais comum — o de beber uma dose de vodca antes de escrever. Não demorou muito para que ela desenvolvesse uma resistência ao álcool. Ela aumentou as doses e começou a usar uma caneta para marcar, na garrafa, seus limites de consumo diário. A técnica inusitada a torna digna de uma menção especial, em meio a tantos outros escritores viciados em café, álcool e cigarros.

Faça tudo na hora certa  

Nunca houve — e provavelmente jamais haverá — um levantamento estatístico sério sobre os horários favoritos dos grandes escritores do passado. Uma leitura rápida de Daily rituals evidencia uma predileção pelo silêncio das manhãs. A rotina diária da maioria dos escritores citados no livro começa com um café antes do amanhecer e longas horas de trabalho até a refeição seguinte. Os defensores das manhãs são fervorosos. "Não acredito em escrever à noite, porque a escrita vem fácil demais", disse o alemão Günter Grass. O poeta anglo-americano W. H. Auden (1907-1973) foi mais incisivo: "Somente os Hitlers do mundo trabalham à noite; nenhum artista honesto o faz."
Apesar da militância matutina, as noites embalaram o trabalho de alguns autores consagrados. Proust só acordava por volta das 16h. Deitado em sua cama, escrevia ao longo da madrugada, com a ajuda de tabletes de cafeína, e tomava calmantes quando decidia dormir. O alemão Franz Kafka (1883-1924) também atravessava madrugadas. Ele só começava a escrever às 22h30, em sessões que às vezes se estendiam até as 6h. Como trabalhava de manhã numa seguradora, ele tinha de dormir à tarde para manter sua rotina.

Também não se pode descartar um grupo intermediário, mais raro, de escritores que preferem as tardes. James Joyce (1882-1941) é o mais ilustre deles. O escritor irlandês acordava às 11h, começava a escrever depois do almoço e reservava a noite para frequentar restaurantes e cafés. Foi assim que escreveu Ulysses, ao longo de sete anos, somando 20 mil horas de trabalho, nas suas contas. O dramaturgo Samuel Beckett (1906-1989), outro irlandês, também usava as tardes para trabalhar. Gostava de aproveitar as noites para perambular por bares e se entupir de vinho barato.

Aprenda a deixar para amanhã 

Um dos escritores mais prolíficos da história, o francês Honoré de Balzac (1799-1850) tinha uma rotina de trabalho tão incomum que é impossível dizer se ele preferia as noites ou as manhãs. Ele jantava às 18h e ia dormir em seguida. Acordava às 1h e trabalhava até as 16h embalado por dezenas de xícaras de café, com uma pausa às 8h para uma soneca de uma hora. Sua paixão doentia pelo trabalho era semelhante à de Voltaire (1694-1778), que começava a escrever antes mesmo de sair da cama, com a ajuda de uma secretária a quem ditava seus textos. Ele chegava a trabalhar 20 horas num dia.
Felizmente, é possível garantir um lugar na história da literatura universal trabalhando por muito menos tempo do que Balzac ou Voltaire. Com seis filhos e uma mulher para disputar sua atenção, Thomas Mann só conseguia dedicar três horas por dia à escrita. O americano Henry Miller (1891-1980), viciado em trabalho no início de sua carreira, também aderiu a uma rotina mais suave depois de envelhecer. Passou a não escrever nada depois do meio dia, e desenvolveu o hábito de abandonar a máquina de escrever “enquanto ainda tinha algo a dizer.”

Repita tudo de novo 

"O talento é algo maravilhoso, mas não é capaz de carregar quem desiste." A frase do americano Stephen King, mestre da literatura de terror, evidencia a importância que ele atribui à persistência para o sucesso na carreira literária. King segue sua própria fórmula. Ele é conhecido por escrever duas mil palavras todos os dias, incluindo feriados e seu aniversário. A disciplina para a repetição é uma das poucas características comuns a quase todos os escritores cuja rotina é esmiuçada em Daily rituals. Hemingway acordava todos os dias antes do amanhecer, mesmo quando se embebedava na noite anterior. O poeta irlandês W. B. Yeats (1865-1939) se obrigava a trabalhar ao menos duas horas por dia, por menor que fosse sua vontade. Tolstói também fazia questão de escrever todos os dias, “nem tanto pelo sucesso de meu trabalho, mas para não sair de minha rotina”, como registrou num de seus diários.

Aos que têm dificuldade para seguir uma rotina, o romancista francês Gustave Flaubert (1821-1880) é um exemplo encorajador. Ele acordava às 10h, mas normalmente só conseguia começar a escrever às 22h. O barulho do dia o distraía facilmente. Muitas vezes ele reclamava de seu progresso lento. Numa semana inteira de trabalho, enquanto escrevia o romance Madame Bovary, só conseguiu completar duas páginas. Mesmo assim, perseverou até terminar a obra, e justificou-se: “Apesar de tudo, o trabalho ainda é o melhor meio de fazer a vida passar."

terça-feira, 7 de maio de 2013

Grandes Escritores e suas Grandes Obras (Parte 4) - Herman Melville & Moby Dick

Moby Dick é uma história que já pertence ao imaginário popular, a saga da gigantesca baleia branca que aterroriza os mares e todos que nele se aventuram. O texto de Herman Melville foi publicado em 1851 e se tornou uma das mais importantes obras literárias da língua inglesa. A aventura épica é narrada por Ismael, um marinheiro a bordo de um navio baleeiro. A embarcação é comandada pelo insano capitão Ahab, que fará de tudo, até sacrificar a própria vida e a da tripulação, na sua busca obsessiva por uma baleia branca que arrancou uma de suas pernas. “Moby Dick” esconde sob a aventura narrada várias metáforas, simbolismos e questões filosóficas. A obra é vista como um marco no gênero, um clássico que influenciou o nascimento de outros grandes livros de aventuras, como os escritos por Joseph Conrad e Júlio Verne, entre outros.

O nome da obra se refere ao do cachalote enfurecido, de cor branca, que havendo sido ferido várias vezes por baleeiros, conseguiu destrui-los todos. Originalmente foi publicado em três fascículos com o título de Moby-Dick ou A Baleia em Londres no ano de 1851, e ainda no mesmo ano em Nova York em edição integral. O livro foi revolucionário para a época, com descrições intricadas e imaginativas das aventuras do narrador - Ismael, suas reflexões pessoais, e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça a elas, arpões, a cor branca (de Moby Dick), detalhes sobre as embarcações e funcionamentos, armazenamento de produtos extraídos das baleias.


A obra foi inicialmente mal-recebida pelos críticos, assim como pelo público, mas com o passar do tempo tornou-se uma das mais respeitadas da literatura em língua inglesa, e seu autor é agora considerado um dos maiores escritores estadunidenses.
O livro abre-se com uma das mais famosas citações da língua inglesa: "Chamai-me Ismael."



Sinopse - Moby Dick - Herman Melville

Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater - a temível "Moby Dick" -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas.




 A história começa mesmo quando Ismael, já veterano do mar, decide embrenhar-se em um outro ramo da atividade marítima, a pesca de baleias. Para tal, viaja para uma região norte-americana especializada na referida pesca, e por vias, instala-se na hospedaria "O Espiráculo", onde conhece Queequeg, o seu melhor amigo. Embarcam no navio The Pequod, mas antes Ismael recebe um aviso de um homem velho que o capitão, conhecido como Ahab, é louco e muito se compara com o diabo e seu navio, como o inferno. Ahab possui "demônios". E também anuncia que tem um único e vedadeiro ódio: a baleia Moby Dick.


A viagem baleeira tem a previsão de três anos de duração. O interesse da tripulação do Pequod é a obtenção de lucro a partir da pesca de baleias para extração de gordura, espermacete - fino produto e amplamente usado na época - e outros sub-produtos da pesca. Todavia, o capitão Ahab tem por objetivo particular confrontar-se com Moby Dick, o cachalote responsável por arrancar-lhe a perna. Moby Dick é tido como um monstro pelos baleeiros, os quais, segundo o autor, evitam confrontar-se com ele quando o avistam. Melville vale-se de várias reflexões particulares para transformar o cotidiano de um navio baleeiro, bem como a pesca em si e as finalidades de tal labor (detalhes esses que o autor descreve exaustivamente) para construir uma metáfora acerca da condição do homem moderno.

A hora da batalha entre a razão humana e o instinto animal é começada. Em meio aos desdobramentos das
loucuras e acessos de raiva devido à ambição do Capitão, a baleia curiosamente se choca contra a quilha do navio, que entra em estado de instabilidade enquanto seus tripulantes tentam escapar, e aqueles que entraram nos botes para se confrontar com Moby Dick acabam tendo que esperar pela morte (pois todos os botes são destruídos).











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O final de Moby Dick é previsível, mas isso não tira pontos da obra, pois também é incessantemente surpreendente. Sabia-se que o destino não guardava flores para Ahab, e sim espinhos, pois a lição filosófica da obra é que o homem quando dá-se por extremamente ambicioso acaba perdendo tudo que mais preza, no caso da metáfora construída, o Pequod e a vida. Tendo seu melhor amigo Queequeg morrido naquele mesmo dia, Ismael estava sozinho em meio aos escombros e aos corpos (todos mortos). Pois que, quando não lhe restavam mais esperanças, o caixote onde Queequeg seria velado, segundo sua crença pagã, emerge da água para que o sobrevivente seja salvo. E, assim, ao gosto das ondas, o marinheiro é levado para casa. Tempos depois de ter vivido o sabor da sua amarga aventura e ter visto o quanto o homem pode ser tolo por razões tão naturais como o instinto animal, e criar seus fantasmas justamente por sua pretensão, Ismael não tem mais vontade de voltar para o mar. Deveras, já vira de tudo.

O romance foi inspirado no naufrágio do navio Essex, comandado pelo capitão George Pollard, quando este foi atingido por uma baleia e afundou. Essa história real inclusive já virou livro nas mãos do autor Nathaniel Philbrick, tendo esse ano sido anunciado uma adaptação ao cinema, mas falarei bem mais sobre isso num próximo post da série "Saindo do Papel".

Moby Dick no Cinema

Gregory Peck
Richard Basenhart
O livro já recebeu algumas adaptações ao cinema com Patrick Stewart, o eterno professor Xavier da trilogia X-Men, como o Capitão Ahab e outra adaptação também muito boa para a TV no ano passado, pela AMC, com Ethan Hawke  interpretando Ismael.
Eu particularmente considero o filme de 1956 a melhor, dirigido por John Houston, com Gregory Peck no papel do insano Capitão Ahab e  Richard Basenhart interpretando o narrador Ismael.


Herman Melville

Herman Melville (1 de agosto de 1819, Nova York - 28 de setembro de 1891, Nova York) foi um escritor, poeta e ensaísta norte-americano. Embora tenha obtido grande sucesso no início de sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos. Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, o romance Moby Dick, alcançaria no século XX. O livro, dividido em três volumes, foi publicado em 1851 com o título de A baleia e não obteve sucesso de crítica, tendo sido considerado o principal motivo para o declínio da carreira do autor.

Herman Melville foi o terceiro filho de Allan e Maria Gansevoort Melvill (que posteriormente acrescentaria a letra "e" ao sobrenome). Quando criança, Melville teveescarlatina, o que afetou permanentemente sua visão. Mudou-se com a família, em1830, para Albany, onde frequentou a Albany Academy. Após a morte do pai, em 1832, teve de ajudar a manter a família (então com oito crianças). Assim, trabalhou como bancário, professor e agricultor. Em 1839, embarcou como ajudante no navio mercanteSt. Lawrence, com destino a Liverpool e, em 1841, no baleeiro Acushnet, a bordo do qual percorreu quase todo o Pacífico. Quando a embarcação chegou às ilhas Marquesas, na Polinésia francesa, Melville decidiu abandoná-la para viver junto aos nativos por algumas semanas. As suas aventuras como "visitante-cativo" da tribo de canibais Typee foram registadas no livro Typee, de 1846. Ainda em 1841, Melville embarcou no baleeiro australiano Lucy Ann e acabou por se unir a um motim organizado pelos tripulantes insatisfeitos pela falta de pagamento. O resultado foi que Melville foi preso em uma cadeia no Tahiti, da qual fugiu pouco depois. Todos esses acontecimentos, apesar de ocuparem menos de um mês, são descritos em seu segundo livro Omoo, de 1847. No final de 1841, embarcou como arpoador no Charles & Henry, na sua última viagem em baleeiros, e retornou a Boston como marinheiro, em 1844, a bordo da fragata United States. Os dois primeiros livros renderam-lhe muito sucesso de crítica, público e um certo conforto financeiro.

Em 4 de agosto de 1847, Melville casou com Elizabeth Shaw e, em 1849, lançou seu terceiro livro, Mardi. Da mesma forma que os outros livros, Mardi inicia-se como uma aventura polinésia, no entanto, desenvolve-se de modo mais introspectivo, o que desagradou o público já cativo. Dessa forma, Melville retomou à antiga fórmula literária, lançando duas novas aventuras: Redburn (1849) e White-Jacket (1850). Nos seus novos livros já era possível reconhecer o tom visivelmente mais melancólico, que adotaria a seguir. Em 1850, Melville e Elizabeth mudaram-se para Arrowhead, uma quinta em Pittsfield, Massachusetts (atualmente um museu), onde Melville conheceu Nathaniel Hawthorne, a quem dedicou Moby Dick, publicado em Londres, em 1851. O fracasso de vendas de Moby Dick e de Pierre, de 1852, fez com que o seu editor recusasse o manuscrito, hoje perdido, The Isle of the Cross.

Herman Melville morreu em 28 de setembro de 1891, aos 72 anos, em Nova York, em total obscuridade. O obituário do jornal The New York Times registrava o nome de "Henry Melville". Depois de trinta anos guardado numa lata, Billy Budd, o romance inédito na época da morte de Melville foi publicado em 1924 e posteriormente adaptado para ópera, por Benjamin Britten, e para o teatro e o cinema, por Peter Ustinov.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Famosos & Escritores (Parte 1) - Steve Martin

Famosos & Escritores é mais uma série de publicações curtas que serão apresentada aqui no meu BLOG Meu Mundo em suas Mãos. Dessa vez irei falar sobre escritores famosos que não se tornaram tão famosos através de seus livros.

Nessa primeira parte irei falar sobre um ator muito conhecido do público, afinal ele é um dos melhores atores de comédia que a geração atual já viu e com certeza já fez muitos de nós darmos muitas gargalhadas.

 Steve Martin


A Balconista


O livro A Balconista, de Steve Martin, conta a história de uma vendedora de loja de departamentos chamada Mirabelle, uma mulher de 27 anos que tem uma vida amorosa muito complicada. Ela começa a namorar com o jovem Jeremy, um rapaz que não sabe tratar as mulheres como deveria, inclusive querendo que a parceira banque os encontros, almoços, cafés e outros. Como era de se esperar, o relacionamento deles esfria e acaba de desfazendo e Mirabelle conhece Ray Porter, um homem muito rico e alguns anos mais velhos do que ela.

Ray é educado e até cavalheiro, apresentando as virtudes que Jeremy não possui, porém, não quer um envolvimento sério e só procura Mirabelle quando necessita suprir suas carências sexuais, magoando ela profundamente. Mirabelle acaba se envolvendo nesse triângulo amoroso entre Jeremy e Ray e sendo usada como objeto por ambos e acaba sempre frustrada após os seus encontros.



Pura Bobagem

Pura Bobagem é compilação dos textos mais engraçados de Steve Martin já publicados na imprensa americana. A maior parte deles escrita para a The New Yorker. As histórias de Pura Bobagem  ficaram praticamente esquecidas até serem reunidas neste livro. Uma coletânea que revela um escritor de talento e com uma dose muito grande de humor. Apesar de muitas das crônicas estarem relacionadas a fatos acontecidos quando de sua publicação, as melhores são justamente as desvinculadas do mundo real.

Se já é engraçado quando critica um fato conhecido, Martin é impagável quando dá liberdade total à própria imaginação. Pura Bobagem  é tudo que o título promete e apresenta o melhor das improvisações do comediante. A argúcia de Martin com as palavras, seus comentários inteligentes são lançados com astúcia capaz de fazer sorrir até o mais carrancudo dos leitores. Em crônicas de apenas algumas páginas, Martin consegue ser hilariante com a mesma combinação que o consagrou nas telas: inteligência e elegância em contraste com a comédia mais rasgada. Pura Bobagem é uma leitura divertida que apresenta aos leitores um escritor surpreendentemente bom, que já demonstra nos seus dois primeiros livros o mesmo brilho que o imortalizou nos cinemas.

Nascido para matar... De rir


Durante um de seus ataques de pânico, Steve Martin foi parar no hospital, achando que ia morrer. De repente, a enfermeira que o atendia vira-se  para ele e pede um autógrafo no papel que registrava seus batimentos cardíacos. No auge da fama, as pessoas riam descontroladas de qualquer coisa que ele dissesse, como: "A que horas o filme começa?”. Ou então, durante um jantar com uma bela garota, Martin descobria que a moça tinha um namorado – e que o rapaz aprovava a idéia de ela estar tendo um encontro com um rei da comédia.

Essas são algumas das divertidas histórias do livro Nascido para Matar... de Rir – Do stand-up ao cinema, como me tornei um fenômeno do humor, autobiografia do ator americano Steve Martin, em que narra seu início de carreira, sua ascensão ao cenário do humor,  suas namoradas, as pessoas que influenciaram seu trabalho, por que abandonou os palcos, além de contar a sua difícil relação com a família.

Em meados dos anos 70, o nome de Steve Martin estourou no cenário da comédia nos Estados Unidos. Em 1978, ele já atraía as maiores platéias da história da stand-up comedy; em 1981, deixou os palcos para sempre. O que este livro conta, nas palavras do próprio Martin, é “por que eu fui parar na stand-up e por que eu saí dela”. O comediante mostra todo o sacrifício, disciplina e originalidade que fizeram dele um ícone e que continuam transparecendo no seu trabalho até hoje. Um livro muito divertido. Uma obra-prima de quem leva a sério a profissão de fazer rir.


Biografia do Autor

Steve Martin é um ator fascinante, com muita expressão corporal e gestual, além de também um talento para escrever roteiros de comédias, o que lhe permitiu atingir o sucesso a partir dos anos 1970.


O início na carreira nos anos 1960 foi como escritor e ator de quadros de humor em séries de TV canadenses e estadunidenses. A virada da carreira ocorreu com a sua participação no programa de humor Saturday Night Live, onde conseguiu projeção na América do Norte.

Com a oportunidade de fazer cinema, em 1978 estreou o filme O Panaca (The Jerk), do diretor Carl Reiner, onde interpretava um jovem branco extremamente tapado e inocente, que fora adotado por uma família negra e não sabia disso até que lhe contaram, já adulto. Com a popularidade obtida no filme, ele e o diretor Reiner firmaram uma parceira de sucesso, realizando várias comédias em estilo non sense, inclusive Cliente morto não paga (1982) e Um espírito baixou em mim (1984), que lhe tornariam uma estrela internacional do cinema e um talento reconhecido após a indicação ao Globo de Ouro como melhor ator por esse último filme.

Outros sucessos de bilheteria foram Três Amigos (1986), Os Safados (1988), O pai da noiva (1991), A casa caiu (2003), além da franquia Doze é demais, iniciada em 2003. Em 2006 participou do relançamento da série de A Pantera Cor-de-Rosa, quando aceitou o desafio de dar nova interpretação ao famoso personagem inspetor Jacques Clouseau que fora de Peter Sellers. Com o sucesso popular conseguido, participou da sequência, lançada em 2009.
Em Julho de 2012 casou-se com Anne Stringfield de 41 anos. Em Dezembro de 2012 foi pai do seu primeiro filho .

Stephen Glenn Martin é seu nome completo. Nasceu em 14 de Agosto de 1945 na cidade de Waco no estado do Texas, USA. Além de comediante, ator e escritor, Steve Martin também é  produtor,  dramaturgo, músico e compositor. como músico ele já recebeu inclusive dois Grammy Awards em 1978 e 1979 pelas álbuns de comédia  "Let's Get Small - 1978" e  "A Wild and Crazy Guy - 1979".

quinta-feira, 14 de março de 2013

Saindo do Papel (Parte 2) - M. Night Shyamalan Depois da Terra


             Em 7 de junho de 2013, chega aos cinemas o novo longa-metragem do diretor M. Night Shyamalan, o mesmo que dirigiu clássicos como O sexto sentido e Corpo fechado. Depois da Terra (After Earth) é a ficção científica futurista que promete ser uma mistura de A Árvore da Vida e Jurassic Park.  O lançamento mundial promete ser um dos principais sucessos do verão americano. Estrelado por Will e Jaden Smith - pai e filho na vida real e também na ficção - o filme Depois da Terra (After Earth), distribuído pela Sony Pictures, situa a humanidade no planeta Nova Prime, mil anos após um cataclismo que tornou a Terra um lugar hostil.

O selo Suma de Letras, da Objetiva, publicará a partir de fevereiro de 2013 uma série de seis e-books, com intervalos quinzenais entre cada lançamento, que contextualiza o prelúdio da história, além de dois livros impressos - um romance que precede o longa, ambientando o leitor ao universo de Nova Prime, e a adaptação literária do roteiro do filme.

Na trama, mil anos depois de um cataclisma ter forçado a humanidade a sair da Terra, Nova Prime se tornou o novo lar dos humanos. O lendário general Cypher Raige (Will Smith) retorna para sua família depois de uma longa ausência a serviço, pronto para criar seu filho de 13 anos Kitai (Jaden Smith), pai e filho que mantêm entre si uma relação fria e distante. Por conta de uma chuva de asteroides que atinge a nave onde vive, a dupla faz uma aterrissagem forçada na Terra. Com Cypher (Will) machucado pelo pouso forçado, Kitai (Jaden) deve embarcar em uma jornada para salvar a si e seu pai, enfrentando uma paisagem habitada por espécies evoluídas que agora governam o planeta, além de uma criatura alienígena aparentemente impossível de ser detida. Num ambiente inóspito, pai e filho devem aprender a trabalhar juntos e a confiar um no outro, se quiserem escapar de um irreconhecível planeta Terra e retornar para casa.

Prelúdios

Com o título Histórias de fantasmas, os contos em formato digital antecedem cronologicamente o filme, e, ainda que estejam relacionados entre si, podem ser lidos de forma independente. Os lançamentos serão, respectivamente, A presa, Paz, O direito de nascer, Superação, O salvador e Reparação, escritos por Peter David - um dos roteiristas de maior prestígio no mercado de videogames, além de Michael Jan Friedman e Robert Greenberger. Os ebooks poderão ser adquiridos nas lojas virtuais que atuam no Brasil.
Em maio, mês que antecede o lançamento do filme, será publicado em livro o romance A fera perfeita, prelúdio da ficção científica escrita pelos mesmos autores dos e-books. Nele, é descrita a vida dos humanos no planeta Nova Prime, desde que a Terra foi abandonada. Em seu novo habitat, a humanidade vive séculos de paz graças aos eficientes sistemas defensivos, que haviam derrotado os alienígenas Skrel. No entanto, os mesmos invasores voltam a atacar os humanos no distante planeta, desta vez com o reforço de feras assassinas. Agora, o guerreiro Conner Raige deverá honrar sua condecorada linhagem familiar e proteger a espécie humana do extermínio.

Roteiro adaptado
Em junho, mês de estreia do longa, será lançada a versão literária do roteiro de Depois da Terra, também assinada pelo veterano Peter David a partir da adaptação do original criado pelo próprio M. Night Shyamalan, Gary Whitta e por Stephen Gaghan - roteirista e diretor de Syriana, que deu a George Clooney o Oscar de melhor ator coadjuvante.


Depois da Terra: Histórias de Fantasmas:

Num planeta distante chamado Nova Prime, as tropas do Corpo Unido de Guardiões defendem os últimos seres humanos da galáxia contra a ameaça dos alienígenas Skrel e seus predadores geneticamente desenhados, os Ursas. Mas um homem comum pode ter descoberto a chave da resistência final da humanidade: uma arma secreta guardada nas profundezas da própria mente. Histórias de Fantasmas: A presaé o primeiro de seis contos em formato digital que revelam alguns dos eventos que antecedem Depois da Terra, o épico filme de ficção científica dirigido por M. Night Shyamalan e estrelado por Jaden Smith e Will Smith.

 A PRESA

Mesmo com tanto charme, beleza e habilidade no campo de batalha holográfico, Daniel Silver vive sem rumo pelas ruas da cidade de Nova Prime. Depois de pedir a namorada em casamento e ser rejeitado da maneira mais cruel, Daniel acaba aceitando uma proposta  inusitada. Sigmund Ryerson, um excêntrico magnata da indústria de energia, contrata Daniel para liderar uma expedição civil de caça a um Ursa, a fera devoradora de homens que ele só enfrentou em simulações. A excursão pode significar a morte de todos os participantes, isso se uma patrulha de Guardiões não os prender primeiro. Mas, quando o desejo de morte de Daniel quase se realiza, uma reviravolta do destino o leva a fazer uma descoberta que mudará sua vida... e a vida de todos em Nova Prime.

PAZ

Os pais de Kevin Diaz o criaram para ser um pacifista, e foi por isso que ficaram tão decepcionados quando Kevin se alistou nos Guardiões. Mas o jovem acredita que lutar pela paz vale a pena. E ele terá de combater ferozmente para sobreviver a uma investida inesperada dos Ursas. Enquanto o comandante Cypher Raige lança uma contraofensiva, Kevin chega a tempo de testemunhar o massacre dos companheiros e de civis, num pesadelo de sangue e terror. Subitamente, ele entende que ser um Guardião, ser até mesmo o melhor dos Guardiões, não é suficiente para enfrentar um inimigo que pode desaparecer a vontade, atacar com a velocidade de um raio e rasgar um homem em dois com um mero golpe. Kevin fez um juramento de preservar a raça humana, para fazê-lo, terá que seguir um caminho que poucos desbravaram.

O DIREITO DE NASCER

Após testemunhar a morte do marido num acidente horrível, resta apenas uma opção para Mallory McGuiness: continuar trabalhando. Os Guardiões têm seus deveres e responsabilidades. Mallory não passa de uma Guardiã comum até derrotar um dos invencíveis Ursas e perceber que é muito, muito mais. Infelizmente, o poder que poderá salvar a humanidade da extinção vem acompanhado de muitas perguntas e conflitos, e nada de garantias. Restam apenas escolhas impossíveis. Frustrada pelas missões irrelevantes que recebe, Mallory pensa em desrespeitar a cadeia de comando, levando suas queixas diretamente ao general comandante Cypher Raige. Mas ela controla o impulso por tempo suficiente para enfrentar o destino numa missão desértica na qual nada deveria dar errado... e tudo dá.

Cronograma de lançamento:
15/02 - Depois da Terra: Histórias de Fantasmas – A presa
01/03 - Depois da Terra: Histórias de Fantasmas – Paz
15/03 - Depois da Terra: Histórias de Fantasmas – O direito de nascer
31/03 - Depois da Terra: Histórias de Fantasmas – Superação
15/04 - Depois da Terra: Histórias de Fantasmas – O salvador
01/05 - Depois da Terra: Histórias de Fantasmas – Reparação


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