sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Grandes Escritores e suas Grandes Obras (Parte 1) - Isaac Asimov & a Trilogia da Fundação


Hoje começo a série Grandes Escritores e suas Grandes Obras, falando sobre alguns escritores e o livro que foi considerado sua obra prima. O primeiro escolhido é Isaac Asimov, e no seu caso falarei não somente sobre um livro mas sua premiada série Fundação.

 Escrita entre 1942 e 1953, a série Fundação é considerada a obra máxima do escritor Isaac Asimov. Vencedor do prêmio Hugo, como A Melhor Série de Ficção Científica de todos os tempos, este é o livro inicial da Trilogia da Fundação.

Ela narra em três volumes principais a epopeia da humanidade sob um império que colonizou toda a Via Láctea. É neste futuro distante, no qual a humanidade se esqueceu de sua própria origem, que Hari Seldon cria a psico-história – uma ciência que mistura sociologia e matemática para prever o futuro de grandes populações. Depois de fazer os cálculos, ele antevê com precisão o fim inevitável do Império Galáctico seguido por trinta mil anos de barbárie. O brilhante cientista usa a mesma técnica para reduzir este período de crise a um milênio e conduzir a raça humana a um segundo império através de um plano e duas Fundações, uma em cada extremo da galáxia.

Você deve estar se perguntando o que há de tão especial numa obra assim, já que tantos outros autores escreveram histórias com temáticas semelhantes ambientadas no espaço.

Para começar, esta não é uma narrativa superficial e baseia-se, principalmente, no Declínio e Queda do Império Romano – um clássico do historiador inglês Edward Gibbon. Mas não fica apenas nisso e faz referências a outras doutrinas políticas e expansionistas no mínimo polêmicas. A expansão “divina” da Fundação, por exemplo, remete ao Destino Manifesto. Já a concepção de uma raça superior de humanos para governar a galáxia é semelhante aos ideais do Nazismo.

Além destas referências, ela faz paralelos entre as aventuras dos personagens e algumas passagens históricas importantes. Mas isso não faz a leitura ser maçante. Muito pelo contrário: as referências são sutis e a obra é envolvente do início ao fim, com uma boa dose de ação e aventura.

Nesse livro pouco temos de ciência realmente tangível, tudo é muito teórico e fantástico, servindo apenas como uma forma de palco para uma trama inteligente, recheada de soluções pacificas para resolução de conflitos bélicos eminentes.

Hari Seldon era um grande cientista em seu tempo. Através da matemática, associada à psico-história, ele previu o declínio do Império Galático e a perda de todo conhecimento humano, além de milhares de anos de barbárie. Com o objetivo de criar uma Enciclopédia que guardasse a história da humanidade, Hari Seldom convoca cem mil cientistas para se mudarem para o planeta Terminus e fundarem uma sociedade voltada ao conhecimento – no entanto, o real objetivo de Seldom era controlar as crises de modo a reduzir os anos de barbárie à desolar a galáxia.

A saga da Fundação é contada por Isaac Asimov em três livros: “Fundação”, “Fundação e Império” e “Segunda Fundação". Em 1966, na 24ª Convenção Mundial de Ficção Cientifica, em Cleveland, a serie foi premiada como a melhor serie de ficção cientifica de todos os tempos.

Para piorar, Hari Seldon não é qualquer um, é simplesmente o mais renomado psicólogo da Galáxia, justamente numa época em que os psicólogos se destacam justamente pela capacidade de prever o futuro. Com conhecimentos em psicologia, matemática e estatística, Hari Seldon é capaz de prever como será o comportamento coletivo da humanidade nos séculos que se seguirão (algo parecido com o que os economistas tentam fazer hoje).


Os argumentos de Hari Seldon são tão terrivelmente convincentes e seu nome é tão importante que o Império, para se ver livre da influência que Seldon poderia ter sobre a população, aceita entregar a ele verbas para que ocupe um pequeno planeta nos confins do Galáxia, Términus, onde, segundo Seldon, uma enciclópedia contendo todo o conhecimento do Universo seria escrita, preservando a sabedoria da civilização e proporcionando que o período de barbárie fosse reduzido a apenas mil anos.

O Império nem imagina que os planos de Seldon são outros. O planeta Términus na verdade seria o lugar onde floresceria uma nova comunidade, cuja missão seria substituir o próprio Império após a derrocada deste. Esta nova entidade seria chamada de Fundação.


"Estamos num futuro muito, muito distante. Tão distante que a humanidade agora ocupa toda a Galáxia e nem se lembra mais qual era o seu planeta de origem. Parece absurdo, mas do dia de hoje até a data em que é contada a saga tanta coisa aconteceu na galáxia, tantos regimes e sistemas surgiram e caíram, tantas vezes se procurou destruir a memória de governos passados, que até os registros do planeta onde a humanidade teria se erguido foram perdidos."



Diferente do que estamos acostumados, em Fundação o protagonista não é um personagem, mas uma civilização, um povo que começa quase indefeso, num planeta hostil e infértil, mas que, com a habilidade de seus governantes e guiados pelos planos de Henri Seldon, busca a prosperidade e cumprir a missão prometida.


O primeiro livro “Fundação”, é fantástico, mas é considerado por muito dos leitores da série como o mais fraco deles. Nesta primeira parte, Asimov narra diversos acontecimentos desde a criação da colônia até o momentos em que ela expande seus domínios por outros sistemas solares através de conflitos com outros planetas.

É interessante observar que a maioria dos conflitos do primeiro livro não são resolvidos através de guerras, mas de duelos intelectuais, em que os lideres de dois lados em contenda se reúnem e cada um apresenta a seu adversário qual será a sua estratégia de guerra. Após cada lance deste jogo, cada ameaça ou blefe, um líder olha para o outro e diz: “E aí, o que você vai fazer agora?”. Esses duelos, verdadeiros jogos de poker decidindo o futuro da galáxia, são os melhores momentos de Fundação. Mas é claro, há momentos em que nenhum dos lados consegue se impor em relação a outro através da conversa e as coisas terminam sendo decididas na base da pancadaria mesmo.


A coisa segue assim até o meio do segundo livro e as constantes quebras de ritmo entre um conflito e outro podem cansar um pouco os leitores. Mas é justamento quando pensamos que o ritmo da história vai desabar que fundação deixa de ser um livro excelente para se tornar uma obra-prima. É o momento que surge o “Mulo”, um inimigo tão poderoso quanto humano. Capaz de fazer toda a Galáxia literalmente cair sobre sua vontade, o Mulo também é o personagem mais trágico do livro. Temos certeza de como a tragédia se abate sobre ele no momento em que ele afirma que preferiu não entrar na mente de uma personagem simplesmente por que percebeu que ela tinha sido a primeira pessoa a gostar dele de verdade. Esse contraste entre poder e fragilidade torna o Mulo disparado o melhor personagem de Fundação.

É a partir do segundo livro também que Fundação, até aquele momento bastante linear, começa a apresentar surpresas dignas das melhores reviravoltas do cinema, como visto em filmes como “O Sexto Sentido” ou “Um Sonho de Liberdade”. Só lendo para entender. Há uma cena, no princípio do terceiro livro, Segunda Fundação, em que um dos personagens desafia o Mulo mesmo sabendo da diferença de poderes entre eles. Este momento é com certeza o mais tenso e de maior suspense que você verá num livro.

Para quem gosta de ficção científica a leitura de Fundação é uma obrigação e também um privilégio.


ISAAC ASIMOV



Isaac Asimov (Isaak Yudovich Ozimov, em russo: Исаак Юдович Озимов; Petrovichi, c. 2 de janeiro de 1920 — Nova Iorque, 6 de abril de 1992), foi um escritor e bioquímico estadunidense, nascido na Rússia, autor de obras de ficção científica e divulgação científica.
A obra mais famosa de Asimov é a série da Fundação, também conhecida como Trilogia da Fundação, que faz parte da série do Império Galáctico e que logo combinou com sua outra grande série dos Robots. Também escreveu obras de mistério e fantasia, assim como uma grande quantidade de não-ficção. No total, escreveu ou editou mais de 500 volumes, aproximadamente 90 000 cartas ou postais, e tem obras em cada categoria importante do sistema de classificação bibliográfica de Dewey, exceto em filosofia.
Asimov foi reconhecido como mestre do gênero da ficção científica e, junto com Robert A. Heinlein e Arthur C. Clarke, foi considerado em vida como um dos "Três Grandes" escritores da ficção científica.

Asimov foi membro e vice-presidente por muito tempo da Mensa, ainda que com falta: ele os descrevia como "intelectualmente combalidos". Exercia, com mais freqüência e assiduidade, a presidência da American Humanist Association (Associação Humanista Americana).
Em 1981, um asteróide recebeu seu nome em sua homenagem, o 5020 Asimov. O robô humanóide "ASIMO" da Honda, também pode ser considerada uma homenagem indireta a Asimov, pois o nome do robô significa, em inglês, Advanced Step in Innovative Mobility, além de também significar, em japonês, "também com pernas" (ashi mo), em um trocadilho linguístico em relação à propriedade inovadora de movimentação deste robô.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Livros Para Ler Antes de Morrer - Horror & Mistério

O meu blog ficou desatualizado por um bom tempo e já fazem 2 anos que eu postei a lista "LIVROS PARA LER ANTES DE MORRER - FICÇÃO CIENTÍFICA & FANTASIA".
Pois bem agora chegou a vez de falar sobre os livros de Horror & Mistério, alguns deles a maioria já conhece por terem sido adaptados ao cinema, outros simplesmente por terem autores super-famosos.

Como estas listas nunca são unânimes, gostaria também de saber a opinião de vocês sobre a mesma e, caso considerem que falta algum título, por favor comentem e partilhem com os restantes leitores.

A próxima lista será dos livros de Romance & Drama.

H.P. Lovecraft - At The Mountais Of Madness (Nas Montanhas da Loucura)


Nas Montanhas Da Loucura (1936) é escrita em primeira pessoa, como de hábito do autor, na voz de um sobrevivente de uma expedição científica à Antártida, sendo testemunha de eventos terríveis, executados pelas habituais Coisas Que o Homem Não Deve Saber – só que aqui, tudo hiperdimensiona, fazendo desta uma das histórias capitais de Lovecraft.

Somos levados à uma cidade perdida, atrás de cordilheiras intransponíveis no gelo antártico, maiores que o Himalaia e o Monte Everest, cidade esta de dezenas de milhões de anos, criada por seres alienígenas tanto em origem quanto em composição, assim como a saber de sua História e seu terrível destino. O problema é afogar-se em tantas descrições: há o exótico, há o alienígena, há o assombro e há o terror, e inúmeros adjetivos ao longo do caminho, repetições de ênfases, etc. A história trata de uma expedição científica patrocinada pela Universidade do Miskatonic é enviada para a Antartida com o objetivo de coletar espécimes de rocha e solo (além de vegetais e mesmo fósseis animais). A Antartida, praticamente a última fronteira na Terra a ser explorada, oferecia-se como um atrativo científico a diversos especialistas, entretanto, com o desenrolar das descobertas – e digo em relação a descoberta da existência de cidades arcaricas, anteriores a humanidade, no continente gelado – vemos que o autor – por sua experiência pessoal na leitura de obras como o Necromicon – inflige ao olhar científico a insegurança da qual não está habituado. Talvez o momento de ápice deste encontro entre o modo científico e o completamente desconhecido seja a descoberta de ruínas e de espécimes não reconhecidos e completamente desconhecidos com uma fisiologia que beirava o inusitado, entre o vegetal e o animal (o que me lembrou os fungos) e com um aspecto que inspirava medo, especialmente aos cães. Os momentos de descrição da autópsia (dentre outros, como a leitura da história da espécie descoberta num mural na cidade abandonada devido ao resfriamento da Antartida) empolgam, quase como se estivessemos ali, ao lado, visualizando tudo aquilo.

O livro me lembra muito o filme PROMETHEUS Dirigido p/ Ridley Scott.

Richard Matheson - I Am Legend (A Última Esperança Sobre a Terra/ Eu Sou A Lenda)


Richard Matheson é, em minha opinião, um dos maiores escritores de literatura fantástica, do mesmo nível de mestres como Dean Koontz, Stephen King e H. P. Lovecraft. No entanto, diferente destes, Matheson é muito pouco conhecido no Brasil devido aos poucos livros lançados no país. Publicados aqui, apenas Em Algum Lugar do Passado, Amor Além da Vida, Hell House – A Casa Infernal, O Incrível Homem que Encolheu e A Última Esperança Sobre a Terra. Curiosamente, todos adaptados ao cinema. Sobre isso, este último que cito tem, na verdade, umas das produções mais infieis e com textos alterados que já vi em adaptações. Sim, caro leitor, trata-se de Eu Sou a Lenda, protagonizado por Will Smith há alguns anos e que não reflete 5% do que realmente é esta magnífica obra. É importante destacar que apenas a ideia principal de uma cidade “morta” foi aproveitada. Todo o resto – trama, alguns personagens e inclusive o final – foram alterados de forma grotesca. Com o leitor já ciente de tudo isso, posso falar com calma deste livro, que no Brasil se chama originalmente A Última Esperança Sobre a Terra, embora tenha sido lançado recentemente uma edição sob o nome Eu Sou a Lenda, que inclui também alguns contos do autor.

A Última Esperança Sobre a Terra conta a saga de Robert Neville, único sobrevivente de uma epidemia que se abateu sobre o mundo e que transformou todos em uma espécie de zumbis/vampiros, que se alimentam de sangue. Durante à noite, as criaturas saem à caça de alimento e, consequentemente, de Neville – que está protegido por uma casa reforçada com tábuas de madeira firme, espelhos e alhos, o que mantém as criaturas à distância. De dia, elas hibernam, momento em que o protagonista pode sair em busca de comida, além de aproveitar para caçar as criaturas não apenas para matar, mas para efetuar experimentos.

Esse é apenas o ponto de partida para uma estória insana, claustrofóbica, cruel e, acima de tudo, bela em sua essência. Você acompanha de perto a vida de Robert Neville e seus sonhos de encontrar a cura para uma doença hedionda e o desejo de achar alguém como ele em um mundo devastado. A solidão, o tédio e a rotina são tão cruéis, para Neville, como a própria doença que se abateu sobre o mundo. Não tem como não ficar comovido pelas situações por quais passa Neville, sentindo todo o drama e, acima de tudo, todo o terror de se viver em meio a uma cidade morta.

A leitura é ágil e muito gostosa. Provavelmente o leitor terminará o livro em poucos dias já que, infelizmente, é bem curto. De qualquer forma, vale cada página lida. Já começa em um ritmo rápido e até mesmo para um livro que parece seguir em uma linha óbvia, você ficará chocado com as reviravoltas que lhe esperam até o seu final.

Portanto, esqueçam o filme Eu Sou a Lenda. Não há muita coisa da obra de Richard Matheson que tenha sido aproveitado de produtivo. Uma cidade “morta” e infestada por criaturas você pode ver em Madrugada dos Mortos, Extermínio e outras diversas produções cinematográficos por aí. Então, se quer uma experiência única e uma trama original, não deixe de ler a A Última Esperança Sobre a Terra, que possui uma essência própria e que causa diversos sentimentos, onde todos são de natureza aterrorizante.



Stephen King - The Shining (O Iluminado)

O Iluminado, ou The Shinning, no original, é sem dúvida um clássico do horror dos anos 90, talvez o mais popular livro do famoso e milionário escritor Stephen King. King dispensa muitas apresentações. Vale ressaltar minha opinião sobre ele: escritor excelente no que faz (romances e contos de horror), mas que vez ou outra publica coisas bem medianas. Felizmente, não é o caso desse livro.

A trama de King reúne poucos personagens: Jack Torrance (que aceitou trabalhar no sombrio hotel Overlock, isolado do resto do mundo), o filho especial Danny( o tal iluminado do título), a mãe de Danny (sempre disposta em dar carinho ao filho) e o cozinheiro Halloran. Há outros personagens secundários, mas que servem apenas de cenário para que esses quatro vivam as terríveis experiências descritas no livro. King utiliza-se ainda de uma de suas técnicas mais milenares: “jogue todos os personagens num canto isolado do mundo e cerque-os de monstros”. O que, se bem feito, dá muito certo. Vale destacar também as relações magistralmente montadas por King para o trio familiar. O pai ama muito o filho e a mulher, mas tem problemas com álcool e vez ou outra despeja suas mágoas da vida sobre a família. O amor entre pai e filho é visível em todo o livro, desde o início morno até o clímax alucinante. Entre eles, a mãe, que ama igualmente o filho, mas não recebe tanta atenção assim por parte do pequeno.

PS: Vale ressaltar que foi feito um filme baseado nesse livro, com direção de Kubrick (para quem não conhece, foi um dos maiores cineastas do século passado) e Jack Nicholson no elenco. O filme foi extremamente aclamado (com razão) pela fidelidade à história e a aula de cinema que ele dá, e até hoje é uma das mais pertubadoras experiências cinéfilas que podemos encontrar.


Desde 2009, Stephen King vem anunciando uma continuação para sua obra-prima O Iluminado. De acordo com Lilja’s Library, numa nota postada dia 12 de novembro, o livro já teve seu segundo rascunho finalizado e se chamará DR.SLEEP.

O autor postou em seu site oficial que a trama envolve um grupo de vampiros viajantes chamado A Tribo, provavelmente cruzando o caminho de Danny Torrance. Algumas especulações apontam para o fato dessas criaturas se alimentarem de energia psíquica, o que justicaria o encontro com o “iluminado“.


H.P. Lovecraft - The Whisperer in Darkness (Um Sussurro Nas Trevas)


Um sussurro nas trevas (1930) narra os acontecimentos ocorridos após as grandes enchentes de Vermont em 1927. Ao ouvir histórias sobre cadáveres de animais desconhecidos boiando nas águas, o acadêmico Albert N. Wilmarth tenta vincular os relatos às crenças populares da região. O assunto ganha os jornais e a seguir entra em cena Henry Wentworth Akeley, o folclorista de Vermont que acredita na existência de cultos secretos e criaturas inumanas nas colinas do estado – e logo percebe estar diante de coisas muito mais poderosas do que seria capaz de imaginar. Um sussurro nas trevas é um dos grandes expoentes do “horror cósmico” de Lovecraft. O volume traz em apêndice dois textos inéditos em português: “Vermont – uma primeira impressão”, um poético relato da viagem que influenciou de maneira decisiva a escritura dessa novela e “O sussuro reconsiderado”, ensaio do escritor Fritz Leider, publicado originalmente na revista Haunted (1964).

Lovecraft tem uma legião de fãs, mas não é literatura que agrade a todos. Uma pena, porque as histórias de terror dele não são apenas clássicas, elas foram o embrião de muita coisa boa que surgiu depois. Neil Gaiman adora Lovecraft ― e fãs de Neil Gaiman podem sacar várias influências de Lovecraft em diversos dos textos dele.

O feeling desse livro é um pouco diferente dos de Nas montanhas da loucura. É intimista, como todos do autor, e até mais do que em Nas montanhas da loucura, ele nos faz sentir o drama dos personagens de um modo mais intenso. O suspense é construído de um jeito que você imagina exatamente os passos dos personagens… mas, curiosamente, ao mesmo tempo você torce para que não façam nada daquilo, que vão se meter em encrenca, que vai dar tudo errado… é impressionante o como, como as coisas vão acontecendo… o lance da gravação, com os sussurros propriamente ditos, dos seres tenebrosos cósmicos, me fez lembrar também do filme Evil Dead. É um tipo de terror angustiante, em que você vai sendo levado pelas ações dos personagens, das descobertas do estudioso que a princípio era descrente em relação a alienígenas, e depois se defronta com, bem, seres sussurrantes, com uma inteligência surpreendente.

Gustav Meyrink - The Golem (O Golem)

Esta é a obra mais conhecida de Gustav Meyrink,inspira-se na criação relatada da Gênese.No começo de nossa era alguns rabinos quiseram imitar Deus e acharam que poderiam criar um ser vivo e inteligente,valendo-se de fórmulas mágicas.(...) Amassando certa quantidade de barro vermelho era possível criar um homem pronunciando ao contrário certass combinações criadas por uma seita chamada Chassidim.Escritores alemães do século XIX exploraram bastante este mito e , um pouco mais tarde,alguns autores franceses modificaram a lenda. Gustav Meyrink é, sem dúvida,o mais inquientante entre todos.

O Golém, originalmente, é um mito criado pela tradição da Cabala, que trabalha com a idéia desenvolvida pela tradição judaica de que o homem é um ser feito pelo Criador a partir do barro do terra e animado pelo sopro divino. É esse o mito desenvolvido pelo cronista bíblico na sua narração da obra genética de Deus, ao criar o homem Adão.Até aí impera o espírito místico e religioso do homem ao atribuir uma concepção mágica ao fenômeno humano. É o espírito relogioso que fala. Mas logo em seguida vem uma concessão ao espírito científico ao atribuir o nascimento da mulher a partir de uma operação cirúrgica (embora magicamente feita por Deus), na qual a doce companheira do homem é produzida a partir de uma costela sua. Aqui vemos Deus como um cientista trabalhando como um cientista em seu laboratório.
E o homem, moldado por Deus, herda, em seu bestunto, a qualidade de Criador. Ou pensa que herda. Pois ele que guarda em seu projeto inicial a informação de como procriar e, mais que isso, entender como isso pode ser feito, julga que também, como Deus, é capaz de criar seres vivos.
Essa idéia é uma obsessão que o acompanha desde que ele aprendeu a pensar. Está na origem de velhos mitos, como as próprias narrativas do Gênesis, que provavelmente são inspiradas em narrativas mais antigas ainda, pois já aparecem em ancestrais contos súmerios, e também nas modernas pesquisas da ciência da engenharia genética e da robótica. O homem quer porque quer fabricar cópias de si mesmo, não da forma natural, pelos processos pelos quais o seu Criador o dotou, mas pelo seu próprio poder de criar.
Esse é o tema central dessa lenda instigante e intrigante que é O Golem.


Bram Stoker - Drácula

Em Drácula, de Bram Stoker, podemos dizer que os personagens são meio planos, já que os bons são extremamente bons, e os maus são absurdamente malignos. Na minha opinião, o personagem mais interessante do livro nem é o próprio Drácula, mas sim R. M. Renfield, o “louco”. Já o personagem Drácula foi criado a partir do verdadeiro Príncipe Vlad Tepes como molde. Seu nome vem do pai dele, o Príncipe Vlad Dracul. Mistura elementos, tanto da cultura Irlandesa quanto da Hungria em um excelente livro.

A leitura não é simplista, pois ela é carregada não somente de termos de uso não tão comum, como é marcada por todos os preconceitos da época, e a narrativa é mais lenta, por meio de cartas, diários, e isso não é um problema para quem gosta desse tipo de narrativa, certo? Vale muito a pena ler essa obra, especialmente se você gosta de vampiros. Afinal, esse livro deu origem a muita coisa que veio depois disso, sendo leitura obrigatória para quem realmente aprecia os seres da noite, mesmo aqueles que não gostam da versão clássica do vampiro mal, avesso a alho, cruzes, etc.


O mais famoso romance do inglês Bram Stoker tem sido evitado por leitores que não gostam de estórias de terror, um lamentável fato que se deve a avaliações precipitadas. Na verdade, Stoker se revela um habilidoso contador de estórias, sendo Dracula um romance leve, de narrativa dinâmica e delicioso clima vitoriano. O livro pode ser entendido como uma fábula gótica sobre a condição humana, mas com o ritmo das estórias de aventura, dos filmes policiais e dos contos de suspense. Um jovem corretor de imóveis londrino é enviado para a Europa central pelo seu chefe para negociar com um nobre romeno interessado em adquirir uma propriedade na Inglaterra. Chegando lá, o negócio se concretiza, apesar de estranhos fatos que, a pouco e pouco, aterrorizam o pobre funcionário. De volta à Londres, o rapaz percebe uma correlação entre preocupantes acontecimentos noticiados pela imprensa local, tristes ocorrências no seu círculo de amizades e a chegada do nobre à cidade. O nobre se chama Conde Dracula. O grupo de amigos, dentre os quais se destaca o médico Seward e seu ex-professor dos tempos de faculdade, Dr. Van Helsing, se organizam para desarticular o plano de Dracula, interessado em reproduzir na maior cidade de então o mesmo domínio que exerce sobre os habitantes da Transilvânia. Jonathan Harker, o corretor que se hospedou no castelo de Dracula, e sua noiva, Mina, também participam da caçada ao vampiro. A segunda metade do livro é extremamente ágil, sendo normalmente lida em um só fôlego. Escrito em 1897, este livro está impregnado dos valores da época. A Europa começava a se recuperar de uma longa depressão econômica (1873-95), estando às vésperas da ?Belle Epoque?. O mundo ainda não havia conhecido os horrores das guerras mundiais; faltavam 20 anos para eclodir a revolução russa; o avião ainda não havia sido inventado e a energia elétrica ainda não havia se difundido às massas; a Inglaterra ainda era a maior potência internacional, sem ter consciência de que entre 1914 e 1945 a ordem mundial sofreria mudanças irreversíveis no que tange à importância da coroa britânica. Enfim, Dracula de Bram Stoker acaba sendo um documento histórico que registra um mundo que estava prestes a deixar de existir. Hoje, Dracula certamente pensaria em ir para New York.


Henry James - The Turn of the Screw (A Outra Volta do Parafuso)



A Outra Volta do Parafuso, começa naquele clima gostoso que precede as grandes histórias de terror. Tudo que ficaremos sabendo nas páginas seguintes, é contado através de um senhor muito rico dono de uma mansão, que certa noite, ao conversar com os seus convidados sobre algumas histórias de terror sentados ao redor de uma lareira, anuncia que há muitos anos tomou conhecimento do relato mais aterrador que já ouviu em sua existência. Todos ficam curiosos, obviamente, e algumas noites seguintes, o anfitrião pega as notas escritas pela própria protagonista da história que irá ser contada (uma antiga amiga), e começa a ler em voz alta para os seus hóspedes. Dá-se então, o início oficial da história.

"Porque a coisa é tão assustadora?" Ele continuava a olhar-me fixamente. "Vocês vão entender", e repetiu: "Você, vai entender".

Começa então um relato em primeira pessoa de uma protagonista sem nome, intimamente ligada ao leitor através de um diário escrito pela mesma, onde relata com minúcias os acontecimentos que precederam a sua estranha contratação para trabalhar em uma propriedade afastada da civilização, até a chegada enfim, à casa de campo onde irá trabalhar. Lá ela conhece os seus pupilos, duas crianças adoráveis e angelicais, as quais logo adquire uma enorme afeição e sentimento de proteção. Seus dias porém, vão tornando-se menos sossegados, pois a sensação de uma presença macabra de certa forma ligada a mansão e as suas crianças, permeia e corrói aos poucos os seus pensamentos.

Os diálogos são incrivelmente bem construídos; cada palavra, cada frase,  pode vir carregada de diversos sentidos diferentes e não sabemos ao certo o que tirar a partir dali - daí a ambiguidade do texto. É quase como um jogo, onde nenhum dos personagens deixa a peteca cair no chão, em diálogos repletos de sentidos ocultos em que ficamos no perguntando "o que ele quis dizer com isso?". O leitor em certo ponto deverá tomar partido sobre o que acreditar; o sobrenatural nos deixará na dúvida: "ele existe ou não?"; enquanto isso a situação vai caminhando para um clímax habilmente conduzido e aberto a diferentes interpretações.

"Uma vez imaginei reconhecer, tênue e distante, o grito de uma criança; em outra ocasião dei por mim assustando-me ao ouvir passar pela minha porta passos leves. Mas essas fantasias não eram tão nítidas que não pudessem ser descartadas, e é só à luz, ou talvez melhor dizendo, à treva de outras ocorrências subsequentes que elas agora me voltam à mente."

O livro foi escrito no século XIX, e por isso os diálogos podem ser um tanto floreados e formais demais para quem não está acostumado a esse tipo de escrita. Porém em momento algum se torna de difícil interpretação, e pode ser lido sem maiores problemas. O clima de expectativa também ajuda muito para que continuemos fielmente a leitura, sempre na espera do que está por vir, de uma luz no fim do túnel que arranque enfim as nossas dúvidas.

O autor teve uma ideia original quanto a elaboração do enredo para a sua curta história de terror, mas da minha parte curti cada momento dessa espécie de terror psicológico criado por ele. Henry James sempre se esquivou dos questionamentos do público em relação a esta história; uma prova de que o que ele de fato queria era deixar tudo a cargo da interpretação de cada um. O autor, inclusive, em certa ocasião, declarou esta criação como sensacionalista, um livro criado para agradar aos leitores menos preparados para enfrentar as exigências de suas obras mais importantes - o que ironicamente tornou-se uma contradição, pois a estética necessária para a construção de tal enredo é de tamanho caráter artístico, que este tornou-se um dos seus títulos mais importantes ao longo dos séculos, já tendo originado diversas análises e pesquisas, em uma tentativa de desvendar o significado oculto, entremeado no duplo sentido dos seus diálogos.




sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Os 10 livros mais sinistros e misteriosos da humanidade



Os 10 Livros mais sinistros e misteriosos da humanidade 


10. ENUMA ELISH


Para quem não sabe, os sumérios foram a primeira civilização da História. A base da nossa sociedade foi dada por eles. Enuma Elish, talvez o primeiro livro do mundo, foi descoberto por Austen Henry Layard em 1849 (em forma fragmentada) nas ruínas da Biblioteca de Assurbanipal em Nínive (Mossul, Iraque), e publicado por George Smith em 1876.

O Enuma Elish tem cerca de mil linhas escritas em babilônico antigo sobre sete tábuas de argila, cada uma com cerca de 115 a 170 linhas de texto. A maior parte do Tablete V nunca foi recuperado, mas com exceção desta lacuna o texto está quase completo. Uma cópia duplicada do Tablete V foi encontrada em Sultantepe, antiga Huzirina, localizada perto da Turquia. O unico “probleminha” é a tradução da escrita suméria, que nem sempre é possível, deixando lacunas em alguns textos.

Este épico é uma das fontes mais importantes para a compreensão da cosmovisão babilônica, centrada na supremacia de Marduk e da criação da humanidade para o serviço dos deuses. Seu principal propósito original, no entanto, não é uma exposição de teologia ou teogonia, mas a elevação de Marduk, o deus chefe da Babilônia, acima de outros deuses da Mesopotâmia.


O Enûma Eliš possui várias cópias na Babilônia e Assíria. A versão da biblioteca de Assurbanipal data do 7º século a.C. A composição do texto, provavelmente, remonta a Idade do Bronze, nos tempos de Hamurabi ou talvez o início da Era Cassita (cerca de 18 a 16 séculos a.C.), embora alguns estudiosos favoreçam uma data posterior a ca. 1100 a.C.

O que mais impressiona nesse livro é a descrição de aparatos, descrito pelo autor como “objeto dos deuses” que mais pareciam com nossos atuais aviões. Sem contar, claro, que boa parte dos livros sagrados que conhecemos parecem ter sido plagiadas dos escritos sumérios , entre eles , a Biblia e o seu Gênesis que é extremamente semelhante ao Enuma Elish.

São várias as similiridades entre a história da criação no Enuma Elish e a história da criação no Livro do Génesis. O Génesis descreve seis dias de criação, seguido de um dia de descanso, enquanto que o Enuma Elish descreve a criação de seis deuses e um dia de descanso. Em ambos a criação é feita pela mesma ordem, começando na Luz e acabando no Homem. A deusa Tiamat é comparável ao Oceano no Génesis, sendo que a palavra hebraica para oceano tem a mesma raiz etimológica que Tiamat.

Estas semelhanças levaram a que muitos estudiosos tivessem chegado à conclusão que ou ambos os relatos partilham a mesma origem, ou então uma delas é uma versão transformada da outra.


9. OS LIVROS DO DESTINO

Eram os últimos anos do século 6 a.C. quando uma viajante entrou pelos portões de Roma e pediu uma audiência com Tarquínio, governante da cidade. A estrangeira trazia 9 livros que continham “revelações divinas”. Pediu 300 peças de ouro pelo lote, provavelmente escrito em folhas de palmeira ou papiro, já que não havia pergaminhos na época. Tarquínio recusou. Irritada, a desconhecida queimou 3 livros e ofereceu os restantes pelo mesmo preço. Proposta negada, ela destruiu outras 3 obras e repetiu a pedida. Impressionado, Tarquínio consultou seus sacerdotes e comprou os livros sobreviventes. Em seguida encerrou os volumes numa cripta subterrânea sob o Templo de Júpiter Capitolino – o mais importante da cidade.

Esse relato foi narrado por diversos historiadores antigos. Lactâncio, que viveu no século 3 d.C., afirmou que a desconhecida era Sibila de Cumas, sacerdotisa do deus Apolo, que tinha o dom da clarividência. Seus livros estariam repletos de profecias. Hoje, sabe-se que a maior parte da história não passa de lenda. O que não resolve o mistério. Por exemplo: havia, de fato, uma coleção de obras misteriosas nos subterrâneos do Templo de Júpiter. Era conhecida como Libri Fatales, os “Livros do Destino”, ou Libri Sibillini, os “Livros da Sibila”.

Escritos em grego, os volumes só podiam ser manuseados por sacerdotes conhecidos como quindecemviri, ou “os quinze homens”, e sob ordem expressa do Senado. Revelar seu conteúdo rendia a pena de morte. Os livros eram consultados sempre que uma calamidade se aproximava. Interpretando os versos, os sacerdotes encontravam a solução para o problema e prescreviam construções de templos, orações ou sacrifícios humanos. A enigmática coleção foi destruída em 83 a.C., quando o Templo de Júpiter ardeu em chamas. De seu conteúdo, restaram apenas alguns poucos versos.

A origem dos Libri até hoje intriga historiadores. Para o francês Raymond Bloch, as obras foram escritas pelos etruscos – povo que habitava a Itália antes de Roma ser fundada – e traduzidas para o grego. Há quem opine que tudo não passava de embuste. “Os livros podem ter sido forjados pelo próprio Tarquínio, que usaria as profecias para justificar suas decisões”, escreveu a espanhola Concha de Salamanca no Dicionário del Mundo Clásico.

A história dos Libri não acabou com o incêndio do templo. Até o século 4, escritores forjaram cópias da coleção para propagandear o cristianismo: os versos traziam previsões, “escritas séculos antes do nascimento de Jesus”, que falavam sobre a vinda do Messias. As farsas circularam pela Europa durante séculos e foram reunidas num único volume pelo editor Servatius Gallaeus, na Holanda. Isso em1689.



8. DELÍRIOS DE SÃO TOMÁS


Um casal de gêmeos siameses é embalado por um pássaro azul gigante. Enquanto isso, dois cavaleiros cruzam lanças montados em feras monstruosas: o primeiro usa um elmo feito de raios de sol, o segundo tem 3 rostos semelhantes às fases lunares. Mais adiante, uma criança nua, com a cabeça estraçalhada, arranca pedaços do tórax e os oferece a um companheiro. Sob as asas negras de um corvo, um macaco sorridente toca violino.

Não, leitor, essas cenas não estão em um quadro de Salvador Dali. As imagens acima fazem parte dos tesouros gráficos do Aurora Consurgens – em latim, “Aurora que Surge”, escrito entre os séculos 13 e 15, um dos livros mais obscuros da Idade Média. Grande parte do seu mistério gira em torno do nome do autor. De acordo com tradições medievais, esse seria o último livro escrito por são Tomás de Aquino, um dos maiores pensadores do cristianismo.

Considerado incompreensível pela maioria dos estudiosos, Aurora pertence a um gênero há muito desaparecido: o tratado alquímico. A alquimia era uma espécie de ciência primitiva, que misturava química, filosofia, astrologia e misticismo. Seus praticantes dedicavam-se a uma tarefa digna de contos fantásticos: encontrar a fórmula da “pedra filosofal”, substância capaz de converter metais em ouro e de prolongar a vida. As imagens podem ser vistas como metáforas para os processos de transformação – um animal macho e um animal fêmea juntos, por exemplo, poderiam simbolizar a união do enxofre com o mercúrio, substâncias que os alquimistas consideravam opostas.

Durante centenas de anos, o Aurora foi uma das obras mais raras do mundo ocidental. Suas cópias limitavam-se a manuscritos esparsos. Até que no início do século 20 uma reprodução foi casualmente descoberta por um bibliófilo famoso: o psicólogo suíço Carl J. Jung, que ficou hipnotizado pelas imagens fantasmagóricas e interpretou os símbolos alquímicos do Aurora como alegorias do inconsciente humano. Jung levava a sério a versão que atribuía a obra a são Tomás. Para ele, o livro era uma transcrição das últimas palavras do filósofo, pronunciadas em seu leito de morte no mosteiro de Santa Maria della Fossa-Nuova, na Itália.

A hipótese é apoiada nos relatos de alguns biógrafos que afirmam que o santo morreu em estado de perturbação mental, assombrado por delírios místicos e visões do além. “À primeira vista, o Aurora parece um texto esquizofrênico, com múltiplos sentidos divergentes”, diz Gelson Luis Roberto, presidente do Instituto Junguiano do Rio Grande do Sul. “Mas um olhar mais cuidadoso revela que, talvez, trate-se dos últimos estertores de uma mente brilhante.”



7. O ENIGMA DE VENEZA


Os livros impressos no século 15 são conhecidos como incunabula – de incunabulum, em latim, “berço” ou “princípio”. Raros, frágeis e belos, são objeto de desejo de qualquer bibliófilo. Em dezembro de 1499, chegou às estantes de Veneza um dos incunabula mais estranhos e controvertidos. A obra tem biografia tão intrigante quanto o título da capa: Hypnerotomachia Poliphili, que numa tradução aproximada do grego significa “A Luta Amorosa de Poliphilo em um Sonho”. A autoria é desconhecida – apenas o editor é conhecido: Aldus Manutius, o primeiro impressor profissional da Itália.

O Hypnerotomachia tem uma característica célebre: as magníficas ilustrações em litogravura. “O livro representa uma revolução na história da tipografia. É uma obra de arte”, diz o empresário e bibliófilo José Mindlin, um dos poucos sul-americanos que contam com um exemplar na prateleira. Mas o que fez mesmo a fama do livro é o fato de ser um dos mais complicados de todos os tempos. Escrito numa mistura de latim, italiano, grego, hebraico, árabe e imitações de hieróglifos egípcios, a narrativa mistura pesadelos sanguinolentos, aventuras intricadas e devaneios eróticos, entremeados por comentários sobre literatura, arte e música.

O enredo é um labirinto: durante um sonho, Poliphilo parte em busca de sua amada, Polia, atravessando bosques, ruínas e cidades bizarras. Nesse cenário delirante, depara com deuses, ninfas e dragões. Um texto do século 16 sugeriu que a narrativa obscura e as ilustrações enigmáticas eram partes de um código alquímico. No best seller O Enigma do Quatro, publicado no Brasil em 2005, os autores tentam encontrar significados ocultos nos jogos de palavras do livro. Sobre a misteriosa identidade do autor, existem apenas pistas. Por exemplo: alinhadas, as letras iniciais de cada um dos 38 capítulos formam a frase “Poliam Frater Franciscus Colonna Peramavit” – em latim, “O irmão Francisco Colona amava Polia loucamente”.

Sabe-se que na época havia dois Franciscos Colonna: um aristocrata romano e um monge dominicano – este, o maior suspeito. De acordo com os anais dominicanos, por volta de 1500 ele solicitou um empréstimo para ajudar na publicação de um livro. Na década de 1990, a estudiosa francesa Liane Lefaivre sugeriu nova hipótese: o autor seria Leon Battista Alberti, espécie de artista multimídia do Renascimento, que era pintor, músico, arquiteto, filósofo, poeta e lingüista. Com um currículo desse calibre, Alberti bem que poderia ter escrito o livro mais complicado da literatura ocidental.



 6- OBRAS COMPLETAS DE PARACELSO

A aura de mistério que cerca os Libri Fatales ou o Aurora Consurgens é alimentada pelo anonimato. Já as Opera Omnia Paracelsi (“Obras Completas de Paracelso”) entraram para o panteão dos enigmas pelo motivo oposto: as lendas e controvérsias que cercam a figura de seu autor. O suíço Theophrastus Philipus Aureolus Bombastus, mais conhecido como Paracelso, é um dos autores mais esquisitos na história. Era médico, químico e astrólogo; baixinho, enfezado e beberrão. Viajou com uma pequena trouxa de roupa pela França, Suécia, Rússia. Há quem diga que ele foi até a China, que estudou os segredos dos sábios de Constantinopla.

Paracelso fez fama transcrevendo suas experiências. Para ele, o Universo tinha demônios, espíritos e bruxas. Magia e ciência se cruzavam. E o mundo guardava uma doutrina secreta, passada a cada geração por magos persas, sacerdotes egípcios e alquimistas medievais, que ensinava a transformar metais, prever o futuro e tratar doenças incuráveis. Os inimigos esbravejavam, mas não conseguiam resolver a contradição: parecia inexplicável que a ciência maluca de Paracelso funcionasse tão bem – ele conseguia curar mais gente do que seus críticos.

A maior parte dos seus escritos foi reunida na coleção Omnia Opera, publicada no século 16. Desde então, sua fama oscila de louco a visionário. “Ele é uma figura controvertida, no limite entre a ciência e o obscurantismo”, diz Jorge de Carvalho, antropólogo da Universidade Nacional de Brasília. Essa combinação de cientista moderno e feiticeiro medieval ainda é um enigma – e as páginas de seus tratados continuam tão intrigantes e perturbadoras quanto 5 séculos atrás.



5. A SAGA: OPERAÇÃO CAVALO DE TRÓIA 


Quando chegou na livraria, esse livro apesar de muito bom, foi classificado como ficção e não obteve um sucesso imediato. Bom, isso até o autor J.J.Benitez decidir dar umas entrevistas para divulgar o livro. Nessas entrevistas, provavelmente num golpe de marketing genial, Benitez afirmou que o livro era baseado em fatos reais. Pronto, explodiu, virou best-seller. O fato ganhou força quando os críticos literários começaram a falar que ou o livro era cópia de algum manuscrito, tamanha era o grau descritivo contido ali ou estávamos perante um relato verdadeiro (ao subestimar Benitez, dizem que ele não era capaz de escrever o livro, eles ajudaram a promover ainda mais).

Em resumo, Operação Cavalo de Tróia é uma coletânea de dossiês divulgados em seis livros do autor J. J. Benítez, que narra uma missão da Força Aérea dos Estados Unidos na qual um módulo chamado “berço” é levado ao ‘passado’ com o propósito de comprovar a existência de Jesus Cristo. A missão é chamada de Operação Cavalo de Tróia, e como de costume das forças militares Norte Americanas, não são revelados grandes detalhes dos métodos de física utilizados para a ‘reversão’, nada além de “novos conceitos da física quântica vindos da Europa” é dito. Conceitos obviamente, sigilosos também.

Um major, de nome não revelado, e um piloto voltam no tempo até a época de Jesus Cristo e presenciam muitos fatos narrados na Bíblia. Na verdade a Biblia é tomada como referência, uma vez que contém as datas e eventos da época. Fornecem, também, dados da sociedade da época: costumes, leis (principalmente as leis do judaismo), crenças (judaícas e pagãs, geografia, ambiente, etc). O major, que durante a viagem adota o nome de Jasão, é escolhido para a operação pelo seu ceticismo e imparcialidade, mas quando encontra Jesus – o Mestre – é tocado profundamente por sua mensagem e a narrativa ganha um tom delicado e humano.

Os detalhes da vida de Jesus, assim como as conversas em que Ele fala abertamente sobre sua origem divina e sobre o que é a sua missão na Terra, deixam claro que a Igreja Católica teria passado longe da mensagem original. A diferença entre os acontecimentos presenciados pelo Major e os narrados nos textos sagrados é enorme, mas compreensível. Segundo as próprias observações da personagem, os evangelistas nem sempre estavam presentes aos acontecimentos que narraram anos depois e, mesmo quando estiveram, sua formação cultural não permitia que compreendessem totalmente os acontecimentos.
Segundo esta obra, a mensagem de Jesus fala de um Deus-pai – sempre bom e generoso. Um Deus que não exige templos nem rituais (nem dízimo). Algo que precisa ser vivenciado para ser compreendido, e que não pode ser comprovado, como desejavam os militares (e a ciência).




4. A FILOSOFIA DA VIAGEM NO TEMPO


A história de como esse livro foi escrito é um tanto confusa e retrata a loucura de uma freira ou talvez uma verdade desconhecida por todos (inclusive, Donnie Darko, um título cult do cinema, foi inspirado nesse livro). O prefácio, datado de Outubro de 1944, é usado como agradecimento a seis freiras de Saint John, Alexandria – Virgínia, pelo suporte que deram a Roberta Sparrow na decisão de escrever o livro. Consciente de que a obra que escreveu poderia não ser apenas uma obra de ficção, Roberta Sparrow pede ao destinatário do livro que, no caso de viver a experiência por ela descrita, a procure, no caso de ainda se encontrar viva.

Esta passagem está claramente marcada no filme Donnie Darko, onde a “avó Morte” verifica várias vezes a sua caixa de correio, na esperança perpétua de ter recebido uma carta que confirme que o seu texto é não-fictício, antes que seja tarde demais. Donnie acaba por escrever-lhe a tão desejada carta, estando abaixo esta mesma na íntegra:

“ Querida Roberta Sparrow,

Aproximei-me de si no seu livro e há tantas coisas que preciso perguntar-lhe. Às vezes tenho medo do que possa dizer-me. Às vezes tenho medo que me diga que isto não é uma obra de ficção. Só posso esperar que as respostas cheguem no meu sono. Espero que quando o mundo acabar, eu possa respirar aliviado, porque haverá tanto porque esperar…”

O prefácio do livro diz: “O propósito deste pequeno livro é para ser usado como um guia direto e simples em um momento de grande perigo. Eu rezo para que isto seja simplesmente uma obra de ficção. Se não for, então eu rezo por você, o leitor deste livro. Se eu ainda estiver viva quando os acontecimentos prenunciados nestas páginas ocorrerem, então espero que você me encontre antes que seja tarde demais.”

Abaixo segue um resumo do que é descrito no livro:

CAPÍTULO I: UNIVERSO TANGENTE

O Universo Primário é tendencioso à grande caos . guerra, praga, fome e desastres naturais são comuns . A morte vem para todos . A Quarta Dimensão do Tempo é uma construção estável, porém não impenetrável . Incidentes quando o tecido da Quarta Dimensão se torna corrompido são incrivelmente raros . Se um Universo Tangente ocorrer, será altamente instável, se sustentando não mais do que por algumas semanas . eventualmente vai colidir consigo próprio, formando um buraco-negro junto ao Universo Primário capaz de destruir toda a existência .

CAPÍTULO II: ÁGUA E METAL

Água e metal são os elementos da viagem no tempo . Água é o elemento barreira para a construção de Portais Temporais usados como portais entre os Universos no Vortex Tangente .Metal é o elemento transicional para a construção dos Artefatos .

CAPÍTULO IV: OS ARTEFATOS E OS VIVOS

Quando um Universo Tangente ocorre, aqueles vivendo ao redor do Vortex vão se encontrar no epicentro de um perigoso novo mundo . Os Artefatos providenciam os primeiros sinais de que um Universo Tangente ocorreu . se um Artefato ocorrer, os Vivos vão recebê-lo com grande interesse e curiosidade . Os Artefatos são feitos de metal, assim como a flecha das antigas civilizações Maias, ou como a espada de metal da Idade Média . Artefatos que retornaram ao Universo Primário geralmente são conectados à iconografias religiosas, uma vez que sua aparição na terra desafia a lógica e a razão . Intervenção divina é tratada como a única conclusão lógica para o aparecimento dos Artefatos .

CAPÍTULO VI: RECEPTORES VIVOS

Os Receptores Vivos são escolhidos para guiar os Artefatos em posição para a jornada de retorno até o Universo Primário . não se sabe como ou porque o Receptor será escolhido . O Receptor Vivo é abençoado com poderes quadri-dimensionais . estes incluem super-força, telecinese, controle mental, e a habilidade de conjurar fogo e água . O Receptor Vivo é constantemente atormentado por sonhos aterrorizantes, visões e alucinações; durante seu tempo no Universo Tangente . Aqueles que rodeam o Receptor Vivo, conhecidos como Manipulados, vão temê-lo e vão tentar destrui-lo .

CAPÍTULO VII: OS MANIPULADOS VIVOS

Os Manipulados Vivos geralmente são amigos próximos e vizinhos do Receptor Vivo . Estão expostos ao irracional, ao bizarro e ao comportamento violento . Esse é o infortúnio resultado de sua tarefa, que é ajudar o Receptor Vivo a enviar o Artefato de volta ao Universo Primário . Os Manipulados Vivos vão fazer de tudo para se salvar do oblívio .

CAPÍTULO X: OS MANIPULADOS MORTOS

Os Manipulados Mortos são mais poderosos que o Receptor Vivo . Se uma pessoa morre durante seu tempo no Universo Tangente, essa terá o poder de contactar o Receptor através da Construção Quadri-Dimensional. A Construção Quadri-Dimensional é feita de água . O Manipulado Morto irá manipular o Receptor Vivo usando a Construção Quadri-Dimensional (vide Apêndice A e Apêndice B).

O Manipulado Morto irá armar uma Armadilha de Segurança para o Receptor, para ter certeza de que o Artefato retorne com segurança para o Universo Primário . Se a Armadilha de Segurança for bem-sucedida, o Receptor Vivo não terá escolha além de usar os seus poderes quadri-dimensionais para mandar o Artefato de volta no tempo até o Universo Primário antes que o Buraco Negro entre em colapso consigo mesmo .

CAPÍTULO XII: SONHOS

Quando os Manipulados Vivos acordam de sua jornada através do Universo Tangente, são perseguidos por essa experiência nos seus sonhos . Muitos deles não irão se lembrar . Aqueles que se lembrarem da Jornada, sentirão um grande remorso pelos pesares de suas atitudes vividas nos seus Sonhos, a única evidência física enterrada junto ao próprio Artefato, tudo que resta do mundo perdido .

Mitos antigos nos dizem sobre o guerreiro maia morto com uma flecha que cai de um penhasco, aonde não tinha exército ou inimigos achados . Nos foi dito sobre o cavaleiro medieval, misteriosamente morto sob a espada que ainda não havia sido feita . Nos foi dito que as coisas acontecem sem uma razão . O Apêndice do Livro conta com duas ilustrações de Sparrow, mostradas abaixo:



O que mais assusta nesse livro é o fato dele ser escrito em 1944, por uma freira que passou parte de sua vida enclausurada em um convento e mesmo assim, os conceitos inseridos no livro só serão abordados como alvo de estudo  44 anos depois, no livro de Stephen Hawking, Uma Breve História do Tempo. Essa observação deixa a questão: Como poderia a escritora ter abordado tais conceitos se eles, embora já existissem de forma primitiva na época, eram reservados para Físicos Teóricos por meio de anotações e documentos. Não havia internet, nem livros, nada pelo qual ela pudesse entrar em contato a não ser os próprios Físicos, para engendrar essa maluca história.





3. LIVRO DE URÂNTIA 

O Livro de Urântia é uma obra literária, composta por 197 documentos escritos originalmente em Inglês, traduzido recentemente para mais idiomas e que serve como base ideológica de alguns movimentos religiosos e filosóficos. Nas suas páginas, o livro refere ter sido compilado por um corpo de seres supra-humanos das mais diversas ordens, o texto fornece uma surpreendente perspectiva das origens, história e destino humanos, constituindo para os seus leitores assiduos uma nova revelação para a humanidade.

A identidade dos autores materiais do livro é desconhecida e nunca foi reclamada, existindo por este motivo muitas teorias a respeito da sua edição e autenticidade. O próprio livro refere que é assim para que nenhum humano possa ser proclamado “profeta” ou admirado de alguma forma por tal obra literária.

Embora seja uma fonte de inspiração e conhecimento para muitos líderes religiosos e instituições estabelecidas, religiosas ou não, não surgiu, até hoje, religião formal de seus ensinamentos. Grupos de estudo, fundações, sociedades, continuam surgindo, pois o livro é uma inspiração a debates para todos aqueles que tomam conhecimento de seu conteúdo. O próprio livro aconselha à não formação de uma religião instituida, referindo que esta deve ser pessoal.

Parte I
São 31 capítulos que descrevem a natureza da realidade Suprema e a organização astronômica-cosmológica do universo. A Trindade do Paraíso junto com a Ilha do Paraíso – o centro material e gravitacional do universo – descrita como fonte de toda energia, matéria, vida e personalidade. Um universo de hierarquia organizada, evoluindo como um processo relativo à Trindade do Paraíso. O conjunto da criação é descrito como incluindo milhões de planetas habitados em todas as etapas de evolução biológica, intelectual, social e espiritual.

Parte II
São 25 capítulos que comentam a respeito do nosso Universo Local. Fala da história da matéria, da energia, constelações, dos Espíritos Ministrantes do universo local, das Hostes Seráficas, da rebelião de Lúcifer, dos problemas da rebelião, das esferas de Luz e de Vida e do crescimento do homem alcançado através de sua lealdade a Deus e do serviço abnegado aos nossos semelhantes. O plano divino para a criação, o desenvolvimento e o governo dos universos locais.

Parte III
Trata da História de Urântia, o planeta terra, que há 1 bilhão de anos atingiu o seu tamanho atual em um universo local chamado Nebadon. São 63 capítulos que compreendem a história do desenvolvimento geológico, do estabelecimento da vida, estabelecendo o palco para a história do homem, das civilizações, governos e instituições. Nessa parte é também discutido o conceito de Trindade. O desenvolvimento da civilização, da cultura, do governo, da religião, da família e de outras instituições sociais é descrito a partir do ponto de vista dos observadores supra-humanos.

A história é contada de tal maneira que os arquétipos subjacentes à civilização religiosa humana ganham nova vida, fortalecendo as fundações sobre as quais um maior desenvolvimento cultural pode ocorrer. Uma descrição do destino humano, incluindo uma descrição dos mundos que habitaremos imediatamente após a morte.

Parte IV
Os 77 capítulos, mais de 700 páginas, que ocupam um terço do livro, relatam a vida de Jesus Cristo desde sua infância. Dão 16 vezes mais informações sobre a vida e os ensinamentos de Jesus do que a Bíblia. É o relato mais espiritual sobre Jesus até hoje escrito. Os três primeiros capítulos dão uma introdução, com profundidade literária, e o clímax do livro Urantia é atingido nessa última parte com preceitos, da vida e dos exemplos do Mestre. Esta parte do livro é vista como uma nova Revelação, uma nova face descrita de maneira tocante, de um Deus feito Homem, que em um exemplo de Amor, Fé e Caridade, sem dogmas, mostra à humanidade o caminho da evolução individual, o caminho até Deus.

Sobre a fonte misteriosa do livro:

O Livro de Urântia é composto por 197 documentos, que se diz terem sido entregues entre 1928 e 1934 a um grupo de 70 pessoas, em Chicago, Illinois. Os autores que escreveram esses documentos tem seus nomes indicados no livro, junto com seus respectivos escritos. Os seres humanos aos quais os escritos foram supostamente entregues em mãos já faleceram e o modo pelo qual os escritos foram escritos ainda não foi plenamente explicado, pelos adeptos da doutrina, e dificilmente o será.

Revelações descritas nos livros:

Há uma explicação dentro de suas próprias páginas sobre sua origem e de como foi entregue aos seres humanos esses documentos, que constituem a Quinta Revelação de Urantia. Diz-se que foram autorizados por autoridades da alta Deidade e escritos por numerosas personalidades supra-mortais. É chamada de “A Quinta Revelação de Época”, pois houve outras quatro grandes revelações no planeta. São Elas:

Dalamátia - O livro descreve com pormenor a chegada e o estabelecimento de um Príncipe Planetário em Urantia. Nesta altura fundou-se a cidade-modelo – Dalamátia – e suas escolas começaram a revelar ao mundo a verdade sobre o Pai Universal – Um Deus Único. Foi a primeira revelação organizada da verdade, há cerca de 500 mil anos atrás.

Adão e Eva - Adão e Eva chegaram ao nosso mundo há quase 38 mil anos, e se estabeleceram no Jardim do Éden. Os ensinamentos de Adão Eva constituem a segunda revelação do Pai Universal às raças humanas.
Melquisedeque - Maquiventa, um Filho da Ordem dos Melquisedeques, geralmente conhecidos como filhos emergenciais, que aceitou a missão de vir a esse mundo, pois a verdade outrora revelada estava ameaçada de extinção. Maquiventa auto-outorgou-se nesse mundo no ano de 1973 a.C. durante o tempo de Abraão, onde era chamado de Melquisedeque o sábio de Salém. Ele fez renascer na mente humana o conceito de Deus-Pai Único, Criador e Sustentador de todas as coisas.

Jesus de Nazaré – O Filho Criador do nosso universo local, nasceu em Belém no ano 7 a.C.. Viveu como um modelo para todos nós, dando o exemplo de vida, até chegar a sua hora de revelar ao mundo a grande verdade de que todos somos filhos de um único Pai, sem distinção de raça, cor, credo ou condição físico-social. Essa foi a quarta revelação da verdade em nosso mundo.



2. CODEX GIGAS

O Codex Gigas (Latim, que significa Livro Gigante) é considerado o maior manuscrito medieval existente no mundo. Foi criado no início do século XIII, presumivelmente no mosteiro beneditino de Podlažice na Boémia (actual República Checa), e agora está preservado na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo. É também conhecido como a Bíblia do Diabo, devido a uma grande figura do diabo no seu interior e da lenda em torno da sua criação.

Uma nota na primeira página indica os monges do mosteiro beneditino de Podlažice, localizado perto de Chrudim e destruído durante o século XV, como os primeiros proprietários do códice. A reduzida dimensão deste mosteiro e a aparente escassez de recursos humanos e materiais faz levantar dúvidas sobre a sua capacidade de produção duma obra desta dimensão.

Os registos nela contidos terminam no ano de 1229. A ausência de qualquer referência à morte do rei da Boémia, Ottokar I, ocorrida em Dezembro do ano seguinte, sugere que a data mais provável para a sua conclusão é o final do ano de 1229 ou o início de 1230.

Devido a dificuldades financeiras do mosteiro de Podlažice, o códice foi mais tarde penhorado aos Cistercienses do mosteiro de Sedlec. A mesma nota na primeira página estabelece que em 1295 o códice voltou à posse dos beneditinos, após ter sido comprado pelo mosteiro de B?evnov. De 1477 a 1593, foi conservado na biblioteca de um mosteiro em Broumov até ter sido levado para Praga em 1594 para fazer parte da colecção de Rodolfo II.

No fim da Guerra dos Trinta Anos, em 1648, a colecção completa foi saqueada pelo exército sueco e, de 1649 a 2007, o manuscrito foi mantido na Biblioteca Nacional da Suécia. Em 24 de Setembro de 2007, após 359 anos, o Codex Gigas voltou a Praga, a título de empréstimo, e esteve exposto na Biblioteca Nacional Checa até Janeiro de 2008.

Segundo a lenda, o escriba foi um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano.

Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus, mas ao querubim banido Satanás, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo.

O diabo concluiu o manuscrito do monge e foi acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda. Apesar desta lenda, o códice não foi proibido pela Inquisição e foi analisado por muitos estudiosos ao longo dos tempos.

O Codex inclui toda a versão Vulgata Latina da Bíblia, exceto para os livros de Actos e Apocalipse, provenientes de uma versão pré-Vulgata. Estão também incluídos a enciclopédia “Etymologiae” de Isidoro de Sevilha, “Antiguidades Judaicas” e “Guerras dos Judeus” de Flávio Josefo, “Chronica Boemorum” (Crónica dos Boémios) de Cosmas de Praga e vários tratados sobre medicina.

Pequenos textos completam o manuscrito: alfabetos, orações, exorcismos, um calendário com as datas de celebração de santos locais e registo de acontecimentos relevantes, e uma lista de nomes, possivelmente de benfeitores e de monges do mosteiro de Podlažice. Todo o documento está escrito em latim.

O manuscrito contém figuras decoradas (iluminuras) em vermelho, azul, amarelo, verde e dourado. As letras maiúsculas que iniciam os capítulos estão elaboradamente decoradas com motivos que, frequentemente, ocupam grande parte da página. O Codex tem um aspecto uniforme pois a natureza da escrita não é alterada em toda a sua extensão, não evidenciando sinais de envelhecimento, doença ou estado de espírito do escriba.

Isto levou a que se considerasse que todo o texto foi escrito num período de tempo muito curto (ver Lenda). No entanto, atendendo ao tempo necessário à marcação das guias de delimitação das linhas e das colunas, à escrita do texto, e ao desenho e pintura das ilustrações, os peritos acreditam que o livro terá levado mais de 20 anos a ser concluído.

A página 290 contém apenas uma figura original de um diabo, com cerca de 50 cm de altura. Algumas páginas antes desta, estão escritas sobre um velino escurecido e os caracteres são mais esbatidos que no resto do manuscrito. A razão para a diferença nas cores é que o velino, por ser feito a partir de peles animais, escurece quando exposto à luz. No decurso dos séculos, as páginas mais expostas acabaram por ter um aspecto mais escuro.



1. MANUSCRITO VOYNICH

Foi descoberto em 1912 na Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma, aquilo que representa um dos maiores enigmas do mundo. Junto de outros livros, um manuscrito misterioso e de conteúdo indecifrável até os dias de hoje, vem desafiando pesquisadores em etimologia (estudo da formação dos idiomas) e cientistas em várias áreas.

Tudo teve início quando um comprador de antiguidades, o americano Wilfrid M. Voynich, adquiriu de um antigo colégio de jesuítas na Itália um estranho livro de caracteres indecifráveis até os tempos atuais, tendo em anexo uma carta com data de 1666 se referindo ao antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Boêmia (hoje região da Alemanha)

O livro estranho foi parar em Nova York depois de morte de Voynich e sua esposa. Por sua vez, o comprador, Hans P. Krauss, o doou para a biblioteca da Universidade de Yale.

sábado, 18 de agosto de 2012

Sangue Quente - Livro de Isaac Marion traz romance entre zumbi e humana

O que tem de errado comigo? Olho para minha mão e sua carne cinza e pálida, fria e dura, e sonho com ela rosa, quente e flexível, e que pode manejar, construir, acariciar. - R


Imagine um mundo pós-apocalíptico, dominado por zumbis. Mas zumbis de verdade mesmo, que se arrastam pelas ruas, gemem e comem cérebros. Esse é o mundo de Sangue Quente.

Ninguém sabe muito bem como começou. Tudo o que se sabe é que um dia, os mortos começaram a não morrer do jeito que deveriam, e ganharam uma “pós-vida”. Um desses “mortos-vivos” é R, um zumbi que mora em um aeroporto abandonado e vive caçando humanos para se alimentar. Porém, no universo criado por Isaac Marion, ao ingerir o cérebro da sua vítima (uma fina especiaria), os zumbis têm acesso temporariamente à memória daquelas pessoas.

E é justamente em uma dessas caçadas que R se vê dentro na mente de Perry, um dos humanos resistentes. Só que esta vez é diferente das outras… A atração pela mente do rapaz é tão forte, que ele reconhece – e salva – Julie, uma menina que estava junto com o grupo atacado. Contrariando todas as probabilidades, ele leva a garota para o seu esconderijo e promete protegê-la. A partir daí, passamos a conhecer um lado mais humano do personagem.

Quando eu comecei a ler esse livro eu confesso que não estava muito interessado pela história de romance, eu queria conhecer o  mundo criado por Isaac Marion. Eu sou fascinado por histórias de zumbi e esperava curtir uma história interessante sobre o assunto enquanto espero a terceira temporada de The Walking Dead, minha segunda série favorita, a primeira é Dexter e a terceira é Game of Thrones, mas o que encontrei foi um tanto que inusitado.

Confesso que não sou fã de livros românticas e como disse meu interesse ao ler o livro foi a ambientação do mundo de ficção criado em torno desse romance, porem o que mais me atraiu na história foi a própria jornada de R. Como qualquer zumbi ele se arrasta, geme e caça humanos para se alimentar apesar de não sentir prazer ao matar, mas é uma necessidade maior que sua vontade.

Seus dias eram sempre iguais, nem mesmo sabia quanto tempo ele ainda tinha até apodrecer, secar e simplesmente deixar de existir, sua vida não tinha muito sentido até que um dia em uma de suas caçadas, R acaba provando o cérebro de um jovem chamado Perry, e no meio de suas lembranças (Comendo o cérebro ele podia 'roubar' as lembranças das pessoas) estava ela, Julie...



R. que antes de conhecer Julie já aparentava ser diferente, pela sua consciência e questionamentos, passa a questionar ainda mais o que aconteceu com ele, e também sobre a forma como ele, um morto-vivo, leva a vida e começa a sentir gradualmente a necessidade de viver verdadeiramente.

“- Como pode mudar? Se todos começamos em branco, no mesmo estado, o que faz você diferente?-Talvez não estejamos em branco. Talvez os pedaços de nossas velhas vidas ainda nos moldem.-Mas não lembramos daquelas vidas e não conseguimos ler nossos diários.-Não interessa. Estamos onde estamos, independente de como chegamos aqui. O que importa é para onde vamos a seguir.-Mas nós podemos escolher?-Não sei.-Somos mortos. Será que podemos escolher alguma coisa?-Talvez se quisermos muito.”

É claro que a aproximação de um zumbi com uma humana põe abaixo todas as convenções estabelecidas. E cria muitos problemas, tanto para os vivos quanto para os mortos-vivos. Engolir esta ‘união’ é ainda mais difícil para os radicais, aqueles que defendem as regras estabelecidas ainda que não se favoreçam dela, e na comunidade zumbi eles são bem representados pelos ossudos (mortos-vivos que não tem carne em seu esqueleto).


Existem diversos detalhes do livro que me deixaram realmente agoniados, como o sexo entre zumbis, casamento entre zumbis e a escola de zumbis crianças, onde as ensinam como atacar um humano. Porém se remover esse detalhes, que espero não ver na adaptação ao cinema, eu gostei. O personagem principal da história realmente não alternou em nenhum momento após o fato que desencadeia a sua mudança, nesse ponto o Isaac Marion me cativou. Realmente adorei o R, ele é bem definido, mas digo isso baseado realmente na leitura do livro, pois se tentarmos regredir a história concerteza ele nunca deve ter sido tão delicado como quando foi introduzido na história.

Um dos pontos mais fascinantes do livro é o diálogo, os zumbis tem uma dificuldade enorme em se comunicar, tornando assim o diálogo bem primitivo e escasso. O livro é rico em detalhes e explicações.
Não posso deixar de mencionar o fato de que o pai julie não foi muito bem trabalhado, isso me decepcionou bastante. Os Ossudos são um tanto que intrigantes, criaturas muito misteriosas que o Isaac deu a entender que podem nunca ter sido humanos, criando um pequeno gancho para uma possível continuação. Porém o mais me decepcionou mesmo foi o fato que, quando chegando nas últimas páginas do livro, não pude ver uma boa conclusão para a história. Enfim, espero mais.

Se você gosta de romances que fogem do “arroz com feijão” com que estamos acostumados, a obra é sim, uma boa pedida! Mas se você precisa de mais um estímulo para devorar as suas páginas… Vale lembrar que o filme logo mais estará nas telonas do cinema! O que você está esperando?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O LIVRO MAIS POLÊMICO DO ANO - Cinquenta Tons de Cinza (E.L. James)

Fifty Shades of Grey é o fenômeno editorial que representa 25% do mercado americano de ficção adulta, a trilogia Cinquenta tons de cinza já é um fenômeno editorial, isto é fato. Afinal, alcançar a lista dos mais vendidos do jornal New York Times logo após o lançamento, vender 30 milhões de exemplares (conforme informações da editora no Brasil), ter os direitos de adaptação para o cinema comprados a peso de ouro, com especulações acaloradas quanto aos seus prováveis protagonistas, ter seus direitos de tradução disputados por valores milionários no Brasil e abrir um intenso debate quanto a sensualidade e feminismo foram méritos de E L James.


A história da criação de Cinquenta Tons de Cinza (de E. L. James, cuja tradução foi lançada esta semana no Brasil) é no mínimo curiosa. Nos tempos de sucesso da saga Crepúsculo começaram a aparecer sites que reuniam fanfics baseadas nos livros de Stephenie Meyer. Algumas tentavam contar de outro jeito o romance entre Bella e Edward, outras iam além e usavam as personagens em histórias completamente diferentes, algumas com muito “lemon“, um termo utilizado pelo pessoal que escreve fanfic para as cenas de sexo. E entre essas ‘n’ fanfics que surgiram na época, havia uma chamada Masters of the Universe, que depois foi modificada (com Edward virando Christian e Bella virando Anastasia), publicada de modo independente, mas que então fez tanto, tanto sucesso que começou a ter o direito disputado a tapa entre editoras grandes.


Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos...


Bom, vocês já podem imaginar o conteúdo do livro pelo aviso acima não é? hehehe
Anastasia Steele (Ana) está no meio de suas provas finais para a conclusão de sua graduação e mesmo sobrecarregada não consegue negar ao pedido de sua amiga e colega de quarto Kate, que está doente para lhe substituir entrevistando o empresário Christian Grey para o jornal da faculdade. Literalmente aos tropeços Ana encontra Christian e depois de algumas perguntas e respostas bem inusitadas durante a entrevista não há como não ficar fascinada por ele.

Belo, jovem, rico e completamente misterioso, Christian passa a habitar os pensamentos de Ana e vários encontros "acidentais" passam a reforçar seu fascínio e atração por ele.

Christian é um predador em toda a sua magnificência e Ana não consegue mais ficar longe de seus encantos e principalmente de sua lascívia, mas será que ela está preparada para o que ele quer? Para o que ele realmente gosta? Para quem realmente ele é?





"Eu não faço amor. Eu fodo...com força."
Christian Grey

Assim mergulhamos com Ana em todo o tentador e assustador mundo de sexo do Sr. Grey.
Christian tem preferências muito peculiares e Ana até então virgem, não estava preparada que o príncipe encantado viesse com o pacote completo, inclusive o Lobo Mau, assim como um contrato bem específico sobre como este "Lobo" pretende devorá-la em todos os sentidos bíblicos imagináveis (e confesso que alguns inimagináveis também! viva o google para nos elucidar durante a leitura...kkkkk).

Christian em seu apartamento apresenta à nós e à Ana sua "sala de jogos", assim como seus termos de uso. Ele é um Dom (dominador) e seu contrato é bem específico, assim como ele quanto à seus termos e seus brinquedos...e ela está sendo convidada a se tornar a sua submissa...mas será que Ana irá topar mergulhar na devassidão de seu mundo?




15.20 A submissa deverá se submeter à qualquer ativicade sexual exigida pelo Dominador, sem hesitar ou questionar.15.21 A submissa aceitará ser chicoteada, açoitada, espancada, bengalada ou surrada ou receber quaisquer outros castigos que o Dominador decidir aplicar, sem hesitação, questionamento ou reclamação.Cinquenta tons de cinza -pag. 153


E aí, você assinaria o contrato???
Quais seriam os seus limites em se tratando de sexo???

Claro que além do NDA (acordo de confidencialidade) o contrato propriamente dito aborda mais termos, como saúde e cuidados com a Submissa, utilização de roupas e adereços, comportamento social e etc. Muito legal era o debate com a galera durante a leitura, todo mundo com o google e a wickipédia abertos (assim como Ana) para entender realmente todos os termos e todas as implicações de tudo o que este contrato abrange.


Como já vimos acima, Cinquenta tons de cinza nasceu de uma fanfic erótica de Twilight e assim realmente nos sentimos durante os primeiros capítulos, visto que a Ana é tão desajeitada e irritante como a Bella e Christian infelizmente em alguns momentos dá a impressão que vai virar vampiro de uma hora para outra. Mas, ainda bem que logo E L James consegue ir fazendo os personagens evoluírem, principalmente o nosso belo e devasso Sr. Grey, que deixa Edward Cullen no chinelo, Ana ainda nem tanto.


A polêmica criada em torno do livro fica por conta das cenas de sexo realmente incendiárias entre Christian e Ana, com muita riqueza de detalhes. Mas, embora o sexo seja quente e arrebatador eu não classificaria Cinquenta tons de cinza como pornô, visto que há uma história de amor e principalmente muitas questões psicológicas a serem vivenciadas tanto pelos personagens, quanto pelos leitores.
Este livro, assim como outros que vínhamos lendo (principalmente sobre vampiros) vem demonstrando que as mulheres querem mais do que apenas um belo romance nas páginas de um livro, elas querem vida! Muito raro vermos mulheres locando ou baixando um filme erótico ou vendo fotos (ou pelo menos que elas admitam), mas isso não quer dizer que elas não sejam curiosas ou que não apreciem uma sacanagem...hehehehe...mas sobre tudo apreciam uma avassaladora história de amor e paixão.

Christian é um milionário sociopata, controlador, bipolar e tarado, mas também é lindo, galante, gentil e completamente tarado (e isso não é para ser repetitivo não e a libido dele deve ser classificada tanto nos prós como nos contras). Acho que é por isso que todas se apaixonam por ele, não somente Ana, ele é muitos lados da mesma moeda. Sua personalidade intrigante nos enerva, nos cativa, nos excita, nos irrita, nos apaixona a cada nova página de Cinquenta tons de cinza. 

Juntamente com Ana vamos desvendando este belo homem e seus mistérios, enquanto ela conhece a si própria e é apaixonante assistirmos este lobo mau em ação.

Quem você gostaria de ver interpretando os papeis dos dois protagonistas afinal? No top 3 até agora para interpretarem  Anastasia Steele estão Emma Watson (Harry Potter); Lucy Hale ( Pretty Little Liars, Pânico 4 ) & Kristen Stewart (Crepúsculo). E no páreo para o papel de Christian Grey estão Matt Bomer ( White Collar, Magic Mike ) Ian Somerhalder (Lost, The Vampire Diaries ) & Ryan Gosling (Drive). 

Eu sou um super fã de Matt Bomer mas acredito que o papel cairia como uma luva no Ian Somerhalder, já no papel da protagonista feminina eu ficaria entre Emma Watson e Lucy Hale.

Mas como no cinema nem tudo é como imaginamos que seria, não seria improvável dizer que veriamos um casal fomado por Ryan e Kristen. Mas eles não iriam sem sair mal, afinal o Ryan é melhor ator entre os três homens e a Kristen interpretou a personagem que serviu de inspiração para a Anastasia.

O mais legal durante a leitura é a conspiração durante os comentários entre as mulheres que já leram, assim como a aguçada curiosidade das demais ansiosas para ler e poder partilhar destes segredos entre Ana, Sr. Grey e todas vocês.

Preparem-se para muito calor e bochechas ruborizadas, assim como adquirir um péssimo hábito de ficar mordendo o lábio inferior o tempo todo também na expectativa pela próxima excitante reação do Sr. Grey, assim como Ana.
Agora é continuar na ansiedade aguardando o lançamento de Cinquenta tons mais escuros que sai em setembro e Cinquenta tons de liberdade em novembro.




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